Política
A Polícia Federal se manifestou contra a devolução dos bens do general Walter Souza Braga Netto após a defesa do militar pedir a restituição dos aparelhos apreendidos pela corporação durante a trama golpista. Entre os itens solicitados estão celular, computador e pendrives.
O pedido foi feito pelos advogados de Braga Netto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 15 de janeiro. Na devolutiva, Alexandre de Moraes pediu para que a PF se manifestasse sobre o pedido.
No documento, a Polícia Federal ressaltou que “entende necessária a manutenção da custódia dos referidos bens apreendidos na PET 12.100/DF, para fins de eventual confronto e realização de nova extração pericial”.
A defesa de Braga Netto alega que os conteúdos dos aparelhos apreendidos, durante a Operação Tempus Veritatis, já foram extraídos. A PF aponta que os itens continuam sob posse da corporação em casa de confronto de provas nas investigações de um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin para impedir que eles tomassem posse.
Braga Netto foi preso em 14 de dezembro de 2024 por obstrução de Justiça. O ex-ministro do governo Bolsonaro é um dos indiciados no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado.
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