Política

Defesa de general preso nega plano para matar Lula

Agência Brasil
A defesa alegou que o documento só existiu de forma virtual e não teve versão impressa localizada pela investigação  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil

Publicado em 08/01/2025, às 07h10   Rebeca Silva



O advogado Marcos Vinícius Figueiredo, representante do general Mário Fernandes, negou que seu cliente tenha elaborado um plano para um golpe de Estado ou para o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

 Na entrevista ao canal GloboNews, Figueiredo afirmou que o documento só existiu de forma virtual e não teve versão impressa localizada pela investigação.

 "E se ele não tivesse sido encontrado?", questionou ele.

O advogado também negou que Fernandes tivesse "intimidade" com Bolsonaro. Ele afirmou ainda que não teve acesso à delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente da República, e ao conjunto de mensagens recolhidas pela Polícia Federal.

O general era secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência de Bolsonaro. Ele também foi assessor no gabinete do deputado e ex-ministro da Saúde e deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ).

Segundo a PF, Fernandes seria o autor do plano para prender ou executar Lula, Alckmin e o próprio Alexandre de Moraes.

“A investigação, mediante diligências probatórias, identificou que o documento contendo o planejamento operacional denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’ foi impresso pelo investigado Mário Fernandes no Palácio do Planalto, no dia 09/11/2022 e posteriormente levado até o Palácio do Alvorada, local de residência do [então] presidente da República, Jair Bolsonaro”.

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