Política

Defesa diz que Filipe Martins cumpriu cautelares e chama prisão de vingança contra ex-assessor de Bolsonaro

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Advogado de Filipe Martins critica prisão pelo STF  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ X
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 02/01/2026, às 10h32



O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposto descumprimento de medidas cautelares relacionado ao uso de redes sociais, é injustificada.

Segundo o advogado, Martins vinha cumprindo as medidas cautelares “de maneira exemplar” e nunca havia recebido qualquer advertência.

“Nem vou chamar isso de prisão preventiva, porque prisão preventiva precisa ter motivo. Essa é mais uma prisão sem motivo”, declarou Chiquini em vídeo divulgado nas redes sociais.

Filipe Martins estava em prisão domiciliar em Ponta Grossa (PR) e foi condenado pelo Supremo por participação em um plano de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder. Durante o governo Bolsonaro, ele atuou como assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República.

“Hoje, o STF coloca em prática aquilo que já queriam desde 2019, quando Filipe Martins foi apontado como líder do chamado ‘gabinete do ódio’. Alexandre de Moraes executa agora aquilo que sempre quis: prender Filipe Martins”, afirmou o advogado.

Conforme as investigações, Martins teria participado da elaboração da chamada “minuta do golpe” e integrado o “gabinete do ódio”, nome atribuído ao grupo de comunicação que atuava no Palácio do Planalto durante a gestão do ex-presidente.

Chiquini classificou a decisão de Moraes como uma “medida de vingança”, que, segundo ele, antecipa o cumprimento da pena imposta pela condenação. Filipe Martins foi condenado pelo STF em dezembro de 2025 e ainda está em fase de recurso.

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