Política

Deltan Dallagnol quer que PGR investigue ministro de Lula por suspeita de sonegação e lavagem de dinheiro

Fernando Frazão / Agência Brasil
O documento pede apuração da compatibilidade entre a renda de Queiroz e o montante declarado à Justiça Eleitoral em 2022.  |   Bnews - Divulgação Fernando Frazão / Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 10/05/2025, às 09h51 - Atualizado às 09h51



O ex-deputado federal Deltan Dallagnol encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que o órgão investigue Wolney Queiroz, que assumiu o Ministério da Previdência Social no lugar de Carlos Lupi (PDT), afastado em meio ao escândalo envolvendo fraudes no INSS. A informação é da coluna de Paulo Cappelli, no site Metrópoles.

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De acordo com a publicação, Dallagnol aponta para possíveis crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo Queiroz. O documento lembra que, em 2022, o ministro declarou à Justiça Eleitoral manter R$ 431 mil em espécie fora do sistema bancário. 

Para Deltan Dallagnol, ter esse montante em dinheiro vivo é uma prática normalmente associada à lavagem de dinheiro, pela dificuldade de rastrear sua origem e movimentação. Além disso, o ex-deputado defende que, por se tratar de um funcionário público, a conduta de Queiroz levanta suspeitas.

“Observe-se que o valor de R$ 400.000,00, num banco, renderiam quatro mil reais por mês ao titular. Isso seria plausível se ele fosse um bilionário – mas não é o caso, pois sua declaração de bens somou R$ 1,7 milhão em 2022. Ele poderia ser louco ou incompetente – nesse caso, não serviria para o cargo de ministro de Estado. Afora alguma excentricidade improvável, o que resta? Resta a possibilidade – ou probabilidade – da prática de crimes, que podem variar desde uma simples falsidade ideológica até lavagem de dinheiro”, diz Dallagnol na petição.

O documento pede ainda que uma série de questões sejam investigadas, como a origem do dinheiro e a compatibilidade entre a renda e o montante declarado. Para Dallagnol, a declaração à Justiça Eleitoral seria incompatível com a renda oficial de Queiroz.

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