Política

Deputada causa "climão" com Bruno Reis ao cobrar pagamento do piso aos professores; assista

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Momento foi registrado nesta quarta-feira (9) durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados  |   Bnews - Divulgação Reprodução/YouTube
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 09/07/2025, às 20h02 - Atualizado às 20h47



A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) causou um verdadeiro “climão” para o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), durante uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (9).

Durante a participação do chefe do Executivo municipal na sessão, que representou a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e gestores municipais do país, a parlamentar fez um apelo pelo pagamento do piso salarial aos professores da capital baiana. 

Durante a audiência, Alice Portugal defendeu a reabertura de negociações entre a prefeitura e a APLB-Sindicato diante da greve dos profissionais da educação no município, que completou dois meses nesta semana. 

"Eu não posso deixar de trazer a palavra dos professores e da APLB Sindicato. Nós precisamos de uma saída para essa circunstância. Eles pensam, por exemplo, em um retorno de uma gratificação. Eles querem uma perspectiva de uma negociação. Ninguém gosta de ver seus alunos, especialmente no fundamental, aguardando o professor voltar [para a sala de aula]. Estamos empenhados em fazer esse apelo”, disse a deputada. 

"Vamos sentar [e], a partir deste momento amistoso, superar o litígio. Sentar e abraçar as razões também dos professores. Eu quero lhe fazer esse apelo público, que nós saiamos daqui hoje com essa sua palavra, na busca da negociação", acrescentou. 

Para a deputada, o pagamento do piso à categoria não “quebraria a prefeitura”, uma vez que há suportes como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para ajudar no pagamento dos salários. Segundo a comunista, não se pode “diabolizar a necessidade de um profissional ter dignificado a sua ação profissional”. 

Na sessão, Alice Portugal chegou a questionar se o não cumprimento da Lei Federal 11.738/2008 que estabelece a remuneração de R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais poderia ser considerado “improbidade administrativa” pela gestão soteropolitana.  

“Piso não é quem quebra a prefeitura. Quem quebra a prefeitura é a dívida pública. [...] É improbidade ou não é improbidade não cumprir a lei? Nós queremos pisos aprovados com suporte, o do professor tem o Fundeb. [...] O problema está na habilidade de negociar os planos de carreira. [...] Você tem o piso [e], agora, você vai negociar o plano de acordo com a saúde financeira, com a musculatura de cada índice federado. Não é diabolizar o piso, diabolizar a necessidade de um profissional ter dignificado a sua ação profissional”, complementou.

Agenda em Brasília

Bruno Reis viajou a Brasilia para participar da audiência pública na Câmara, onde debateu sobre a proposta de Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional.

A ida do prefeito à capital federal ocorreu em meio a manutenção da greve dos professores municipais por meio de uma assembleia. Os educadores reinvidicam o pagamento do piso salarial, além no ajuste do plano de carreira.

Impasses entre a prefeitura e a categoria desencadearam a invasão ao Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, em 22 de maio, por sindicalistas.

Desde então, o prefeito Bruno Reis tem sofrido alvo de críticas da oposição e de populares. Nos festejos do 2 de julho, data em que é comemorada a independência do Brasil na Bahia, o gestor foi vaiado ao chegar na Lapinha. 

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