Política

Deputado baiano fecha acordo milionário com STF; PGR se pronuncia

Zeca Ribeiro / Câmara dos deputados
João Carlos Bacelar foi acusado de peculato ao contratar duas funcionárias fantasmas para seu gabinete  |   Bnews - Divulgação Zeca Ribeiro / Câmara dos deputados
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 28/04/2026, às 16h00 - Atualizado às 17h37



O deputado federal João Carlos Bacelar Filho (PL-BA), conhecido como Jonga Bacelar, firmou um acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR) para evitar uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo ocorre em meio a uma investigação contra o parlamentar por peculato.

Com o acordo firmado, o deputado federal terá que devolver R$1,3 milhão aos cofres públicos, além de pagar valores adicionais no valor de R$96 mil e 280 horas de serviço à comunidade. 

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O acordo foi firmado na semana passada e homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, o deputado e sua ex-sócia estão livres de processos criminais, desde que cumpram o que foi determinado no acordo. 

Além do parlamentar, o acordo também foi fechado com a ex-sócia do político, Norma Suely Ventura da Silva, que terá que cumprir as mesmas determinações. O BNews tentou contato com o deputado e com sua assessoria, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria, o espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.

A equipe também procurou a PGR que, em resposta, afirmou que não vai se manifestar sobre o caso, visto que o processo está sob sigilo de Justiça.

Acusações contra Jonga Bacelar

A denúncia contra João Cláudio Bacelar Filho remonta de 2020, quando a Primeira Turma do STF recebeu denúncias e abriu uma investigação contra o parlamentar, após denúncias de que ele havia contratado duas funcionárias fantasmas. As funcionárias teriam sido nomeadas como secretárias parlamentares, mas exerciam funções particulares para Bacelar.

Uma delas, segundo apurações do STF, seria uma empregada doméstica do parlamentar, que atuava na residência dele em Salvador.

O parlamentar ainda teve o nome citado em investigações do Banco Master. O nome do deputado apareceu no fim do ano passado, quando a Polícia Federal encontrou documentos citando o parlamentar.

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