Política
Publicado em 29/01/2025, às 11h26 - Atualizado às 15h47 Daniel Serrano e Lucas Pacheco
Presente no 8° Encontro de Prefeitos e Prefeitas organizado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), que acontece nesta quarta e quinta-feira (29 e 30/1), no Centro de Convenções de Salvador, o deputado estadual Eduardo Salles (PP), presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), comentou sobre a situação da Via Bahia, que administra as BRs 324 e 116.
"Olha, nós demos um tempo, nós fizemos um cessar-fogo durante o final do ano, que nos foi solicitado que aguardasse os ajustes para que nós tivéssemos o serviço de guincho, o serviço de ambulância, o monitoramento das rodovias ajustado para que no dia 1º de janeiro não houvesse um caos total nas rodovias. Nós aguardamos com paciência, com tranquilidade esses momentos, mas iniciamos o ano, já vamos terminar o primeiro mês e nada aconteceu. Então nós, eu como presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia, já entramos em contato com o Tribunal de Contas da União, solicitando a pauta imediata dessa questão, que é danosa para os baianos", disse.
Ele também comentou sobre a situação das estradas e da necessidade de posicionamento do governo federal.
"Nós hoje temos um problema grav nas rodovias na BR-324 e na BR-116 e ao mesmo tempo solicitamos ao Ministro de Infraestrutura, Ministro de Transportes que venha dar uma satisfação ao povo baiano. Foi anunciado em setembro que nós tínhamos uma condição de que a Via Bahia ia cessar o seu contrato em 31 de dezembro. E não aconteceu. Então, nós precisamos entender o que está acontecendo. O povo baiano merece. E aí nós solicitamos essa audiência e também uma condição do ministro vir à Bahia e explicar o que está acontecendo", afirmou.
Eduardo Salles também fez duras críticas à Coelba.
"Olha, a Coelba é um outro caso. A Via Bahia é criminosa. Nós estamos tendo hoje alguém que cumpriu zero de um contrato e que a gente tem visto os acidentes acontecendo a cada dia por falta de manutenção, por falta de compromisso da concretização de contratos. A Coelba também. 27 anos de descaso, de problema, mas ao menos a Coelba sentou conosco, deputados na mesa, e veio entender a gravidade do problema e sinalizou com um investimento de 13 bilhões de reais e eles estão prestando conta para nós deputados a cada trimestre. Então, a postura é outra, nós temos muito a resolver com a Coelba. A Coelba é um caos há 27 anos, então nós temos muito a resolver com a Coelba. Mas houve já uma sinalização da Coelba, coisa que a Via Bahia nunca fez. Então, nós vamos continuar brigando com Coelba, brigando com Via Bahia. Nós vamos continuar trabalhando para que o povo baiano tenha um serviço de qualidade. É isso que nós esperamos", desabafou.
Já sobre as eleições para a mesa diretora da ALBA, o deputado defendeu o nome de Adolfo Menezes e a prioridade do PSD.
"Não tem embrólio, gente. É uma coisa tão simples. O deputado Adolfo tem a grande maioria. Eu diria que ele tem 62 dos 63 deputados com o voto dele. Então, é quase unanimidade dentro da Assembleia o trabalho que Adolfo vem realizando. Então, Adolfo é colocado, é alçado, com certeza, agora, novamente, a presidente. Se a justiça determinar que não é possível, ok. Mas aí nós temos a mudança no regimento que vai permitir em 48 horas que tenhamos uma nova eleição e a nova eleição, também buscando a proporcionalidade, o PSD hoje indicaria essa pessoa e nós temos o vice indicado pelo PT. Então é um acordo que sempre foi feito na Assembleia, não está no regimento isso, mas a proporcionalidade ela é respeitada entre os deputados. Então eu acho que não tem, nós temos uma semana próxima tranquila, uma semana que nós pretendemos votar uma mudança no regimento mostrando, porque não é claro inclusive isso, mostrando 48 horas, e ao mesmo tempo nós temos a eleição de Adolfo daqui ao tempo que a justiça se pronunciar e que disser não é possível, não é possível, se não for possível, cabe ao PSD indicar um outro nome. Se vai ser a deputada Ivana, se vai ser qualquer outro deputado, o PSD tem que tomar essa decisão, tem que ter essa definição. Está bem claro isso para os deputados como um todo. Eu garanto a você que essa não é a opinião só de Eduardo Salles. É a opinião geral", garantiu.
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