Política
O ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alba), Adolfo Menezes, disse que os deputados estaduais e federais do PSD fecharam questão com a posição tomada pelo senador Otto Alencar, após a saída de Angelo Coronel do partido.
Os senadores entraram em atrito após Coronel ter se encontrado com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Otto acusou o correligionário de tentar articular uma intervenção da direção nacional do partido na Bahia, o que Coronel nega.
Em conversa com o Metrópoles, Otto ainda acusou Coronel de “quebra de confiança”, o que, na prática, foi interpretado como uma sinalização de que a permanência do colega na legenda teria se tornado insustentável.
“Não tem discussão sobre a liderança de Otto. Antes mesmo de toda esta celeuma, sob a liderança do senador, as bancadas estaduais e federais já haviam fechado posição no apoio às reeleições do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues. ‘A política é nuvem’, como dizia o governador mineiro Magalhães Pinto, mas é também a lealdade e o cumprimento do que é acordado”, disse o deputado ao site Notícia Livre.
Adolfo ainda lamentou a atual posição de Coronel. Ele lembrou da amizade de longa data que tem com o senador, e disse que a decisão é “absolutamente personalíssima”.
“Coronel é meu amigo mesmo antes da política, através da distinção que eles tiveram com o meu irmão Herculano Menezes, que ficava hospedado na casa da família, em Coração de Maria, quando ainda era médico. Sou amigo dele, de Diego e Angelo Filho. E continuarei sendo, em qualquer circunstância. É um momento muito delicado pra todos nós”, atesta o deputado estadual, cuja base principal é Campo Formoso.
Adolfo Menezes diz que ainda ter esperança de que a situação seja contornada, sem um racha no seio do peessedismo da Bahia.
“A única coisa que não tem jeito é a morte. Vamos continuar tentando a conciliação, para que a gente dê uma vitória ainda maior ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues na Bahia. Todos nós temos que manter a serenidade, porque um erro pode ser fatal para uma carreira política. Muitos políticos caíram no ostracismo pelos erros cometidos. Aliás, um erro pode ser fatal para a vida”, refletiu Menezes.
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