Política

Deputados foragidos do Brasil já custaram R$ 460 mil a cofres públicos; confira gastos

Valter Campanato - Pedro Valadares - Marcelo Camargo / Agência Brasil
Registro de gastos foi feito em outubro quando Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem não estavam no país  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato - Pedro Valadares - Marcelo Camargo / Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 01/12/2025, às 19h29



Os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP), custam, mensalmente, cerca de R$ 460 mil aos cofres públicos da Câmara de Deputados. Entre as despesas com os parlamentares estão salários, cotas parlamentares e salários de servidores.

De acordo com o levantamento do jornal CNN, os gastos apontados foram apurados em outubro, quando os três parlamentares já não estavam mais no Brasil. Ou seja, a Câmara não cortou os custos dos parlamentares e seus gabinetes seguem funcionando normalmente. 

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O deputado do Rio de Janeiro gastou, em, outubro, mais de R$ 20 mil em cota parlamentar, mas o valor pode crescer devido a notas não apresentadas. Além disso, junta-se o salário dele como deputado, estipulado em R$ 46 mil, e de todos os assessores, que juntos somam R$ 133 mil. Assim, Ramagem gastou sozinho R$ 200 mil por mês.

Zambelli, que está presa na Itália aguardando julgamento de extradição, teve um gasto de R$ 130 mil, correspondente a manutenção de seu gabinete que continua ativo. Ela não recebe cota parlamentar nem salário desde que deixou o país.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, que está nos Estados Unidos desde março, teve um gasto de R$ 132 mil, incluindo salário e gastos com o gabinete. O parlamentar tem atuado dos EUA, onde se diz exilado. O parlamentar já tem mais de 50 faltas e corre risco de ter mandato cassado devido esse afastamento.

Segundo o regimento da Câmara, a continuidade dos gastos com os gabinetes foi justificada pelo entendimento de que a atividade parlamentar não depende da presença física. Jutos, os três parlamentares tem 27 funcionários que são responsáveis pelo funcionamento dos gabinetes e precisam ser pagos.

Eduardo é o único entre os três parlamentares que não tem condenação, ele segue como réu em processo que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

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