Política

Deputados mineiros acusam Zema de deixar Minas para focar em projeto nacional

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Parlamentares emitem carta de repúdio contra lançamento de pré-candidatura a presidência do governador  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 16/08/2025, às 21h48 - Atualizado às 22h05



Vinte deputados estaduais da oposição em Minas Gerais divulgaram uma carta criticando o lançamento da pré-candidatura à Presidência da República do governador Romeu Zema (Novo). O documento, assinado por parlamentares do PT, PSOL, PCdoB, Rede e PV, acusa o governador de “abandonar o estado em troca de uma pseudocandidatura”.

“Enquanto lutamos para reafirmar a soberania nacional e atender às necessidades mais urgentes do povo, Romeu Zema prefere deixar Minas Gerais para se lançar em uma pseudocandidatura à Presidência. Um novo sinal de alerta para todos que prezam o futuro do Brasil”, diz o texto.

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Os deputados afirmam ainda que, nos quase oito anos de gestão, Minas Gerais vive uma “calamidade camuflada por promessas pomposas e turbinadas por verbas publicitárias” que somam R$ 147 milhões. “Investimentos em propaganda para tentar vender a imagem de um político inovador, mesmo que às custas de ações e decisões que colocam em risco o povo mineiro”, acrescenta a carta.

Entre as críticas, estão as tentativas de privatizar escolas estaduais e o consequente enfraquecimento da rede pública de ensino, além da negligência na saúde, com hospitais em condições precárias. O grupo também denuncia a redução de R$ 1 bilhão em recursos para o combate à pobreza, enquanto o governo destinaria verbas a “bufês de luxo”.

“Zema é o político do ‘quanto pior, melhor’. Esbraveja contra o Congresso Nacional como se tivesse condições morais para tanto, já que nunca manteve diálogo nem mesmo com o Parlamento mineiro, por pura inaptidão. Fala em transparência, mas mantém em sigilo R$ 25 bilhões em renúncias fiscais, que poderiam gerar novas oportunidades ao povo de Minas”, criticam os parlamentares.

O documento conclui afirmando que “o que não é bom para Minas, nunca será bom para o País”.

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