Política

Deputados pedem que TCU investigue aluguel da casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

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A representação destaca que o PL pode estar utilizando verbas partidárias para despesas pessoais, o que é ilegal.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 11/09/2025, às 09h13 - Atualizado às 09h13



Parlamentares do PSOL enviaram um pedido ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que se investigue se existe alguma irregularidade no pagamento do aluguel da casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. 

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De acordo com a publicação, o aluguel do imóvel é bancado pelo PL, partido de Bolsonaro. A representação aponta para um possível uso de recursos do Fundo Partidário para despesas de cunho pessoal, como o pagamento de aluguel, o que é considerado ilegal.

A representação defende ainda que as verbas do fundo só devem ser usadas para bancar os gastos vinculados a atividades partidárias.

O documento é assinado pelos deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, além do vereador de São Paulo, Celso Giannazi. O trio defende que o TCU investigue a regularidade dos pagamentos da casa de Bolsonaro.

"A natureza pública dos recursos e a sua destinação constitucionalmente vinculada às atividades partidárias impõem um dever de probidade e transparência aos dirigentes. O desvio desses valores para fins privados não só compromete a regularidade das contas partidárias, mas atenta contra os princípios da moralidade e da legalidade", diz trecho do documento.

Bolsonaro em prisão domiciliar

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O magistrado entendeu que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares impostas a ele, como a aparição em redes sociais.

Segundo o ministro, o ex-presidente usou as redes sociais de aliados, incluindo seus três filhos parlamentares, no dia 3 de agosto para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao STF".

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