Política

Desembargador cobra general do exército após prisão de Bolsonaro: "Cúmplice com Alexandre de Moraes"

Mário Agra | Câmara dos Deputados
De acordo com o advogado, Paiva deveria tomar alguma atitude diante da detenção de Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Mário Agra | Câmara dos Deputados
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 22/11/2025, às 18h43 - Atualizado às 19h09



O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), Sebastião Coelho, cobrou que o comandante do Exército, General Tomás Paiva, tome uma posição com relação a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida na manhã deste sábado (22), pela Polícia Federal. 

De acordo com o advogado, Paiva deveria tomar alguma atitude diante da detenção de Bolsonaro, que é ex-capitão do exército, citando o Estatuto dos Militares, que determina que oficiais só podem ser presos em unidades da própria força.

"General, o senhor sabe que o oficial do exército que o senhor comanda, o capitão Bolsonaro, está preso na Polícia Federal. O senhor sabe também que o Estatuto dos Militares, Lei 6.680, artigo 73, parágrafo único, letra C, determina que o militar só pode ser preso em unidade da força correspondente, ou seja, no caso concreto, dependência do Exército Brasileiro", afirmou Coelho.

Eu quero saber se o senhor fará alguma manifestação pública ou permanecerá no seu silêncio cúmplice com Alexandre de Moraes [...] Eu quero saber se o senhor vai fazer a distinção entre o oficial general e o oficial intermediário, como é o capitão Bolsonaro. a população brasileira exige do senhor um posicionamento e eu vou ficar aguardando e vou lhe cobrar", completou. 

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