Política

"Deus odeia o culto à Rainha dos Céus”, diz pastor de Flávio Bolsonaro

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Líder religioso associa a devoção católica a Nossa Senahora a antigos cultos pagãos  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Agência Brasil
Redação

por Redação

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Publicado em 26/09/2026, às 19h54



O bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, igreja frequentada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que “Deus odeia o culto a Rainha dos Céus”. A afirmação está em um texto atribuído ao seu livro A Bomba: A verdade pode ser explosiva, publicado em 2001 pela editora Doxxa.

Em outros trechos atribuídos ao livro, Carvalho associa a devoção católica a Nossa Senahora a antigos cultos pagãos. Na passagem intitulada A Lenda, o autor apresenta uma narrativa envolvendo Ninrode, Semíramis e Tamuz. Segundo essa versão, Semíramis teria difundido o culto a Ninrode após sua morte e apresentado o filho Tamuz como sua reencarnação. A personagem teria, assim, recebido o título de Rainha dos Céus.

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O bispo associa a representação de uma mãe segurando uma criança à iconografia de Maria com o menino Jesus.

Em outro trecho, intitulado Voltemos à História, Carvalho sustenta que antigas celebrações dedicadas a divindades femininas teriam sido incorporadas às festas marianas. Ele também relaciona o desenvolvimento de orações e práticas devocionais católicas à permanência desses cultos.

Relação com Flávio Bolsonaro

Em um vídeo publicado nas redes sociais no dia 24 de agosto de 2026, Flávio declarou que “se for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, afastando qualquer alusão à crença católica que vê a Rainha dos Céus como intercessora, o que motivou reações de fiéis do catolicismo nas redes, chegando ao ápice de homilias vindas diretamente de bispos da basílica de Nossa Senhora Aparecida.

A relação do senador com a instituição religiosa de JB Carvalho começou antes de sua pré-candidatura à Presidência da República.

Em 2024, Flávio e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na Comunidade das Nações, em Brasília. Em 7 de dezembro de 2025, dois dias depois de anunciar sua pré-candidatura, o parlamentar escolheu a mesma igreja para sua primeira aparição pública após o anúncio. Flávio é frequentador assíduo da igreja.

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