Política

Diego Castro aciona MP por suposto caso de xenofobia contra israelenses e critica proposto de Hilton

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Diego Castro criticou proposição de Hilton Coelho para impedir entrada de militares israelenses no Brasil  |   Bnews - Divulgação Anderson Ramos / BNEWS / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 24/03/2026, às 19h43 - Atualizado às 20h04



O deputado estadual Diego Castro (PL) criticou a indicação apresentada pelo parlamentar Hilton Coelho (PSOL) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que pede ao presidente Lula a adoção de medidas para impedir a entrada de militares israelenses no Brasil. Segundo Hilton Coelho, a proposta se baseia na alegação de que militares envolvidos em operações contra Palestina e Líbano estariam escolhendo o litoral sul da Bahia como destino turístico. A indicação ainda aguarda análise na ALBA.

Em meio a esse contexto, Diego Castro apresentou, nesta segunda-feira (23), um requerimento ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) solicitando a apuração de possíveis práticas xenofóbicas contra cidadãos israelenses no estado. O pedido ocorre após episódios registrados em Itacaré, no sul da Bahia, onde uma manifestação pró-Palestina terminou em confusão.

Segundo a Polícia Militar da Bahia (PM-BA), dois grupos participaram do ato em uma praça da cidade: um contrário à presença de israelenses no município e outro favorável. O confronto envolveu brasileiros e turistas, e vídeos divulgados nas redes sociais mostram discussões, gritos e um princípio de briga durante a manifestação.

No documento encaminhado ao MP-BA, o parlamentar solicita a abertura de procedimento administrativo para apurar os fatos e a adoção de medidas preventivas. Entre as propostas estão recomendações a órgãos públicos e estabelecimentos do setor turístico, além da articulação com forças de segurança para monitorar possíveis ocorrências semelhantes.

“Após reunião com minha equipe jurídica, acionamos o Ministério Público da Bahia com uma representação para que apure e coíba essa prática xenofóbica registrada no litoral do Baixo Sul, especialmente diante das imagens vistas em Itacaré. É um absurdo em pleno século 21, sobretudo em nosso território, com condutas que lembram episódios de perseguição e ódio como os ocorridos na Alemanha nazista”, afirmou o deputado.

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