Política

Diego Castro detona direção do PL na Bahia por resultado das eleições: “poderia ter sido melhor”

Dinaldo Silva / BNEWS
Parlamentar culpou a falta de planejamento da legenda pelo resultado abaixo do esperado  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva / BNEWS

Publicado em 17/10/2024, às 16h37   Anderson Ramos



O deputado estadual Diego Castro detonou a direção do PL na Bahia por conta do resultado do partido nas eleições municipais de 2024. Sem citar nomes, o parlamentar culpou a falta de planejamento da legenda pelo resultado que ele considera abaixo do esperado.

“A gente sai com a sensação de que poderia ter sido melhor. Esperávamos fazer mais prefeituras e mais vereadores, mas infelizmente não tive o apoio que eu esperava da instituição. Lançamos cerca de 170 candidatos do nosso grupo Bahia Direita, mas alguns candidatos não puderam se filiar ao PL por conta justamente da organização em determinados locais. Esperava um apoio estrutural maior para eleger bancadas”, disse o deputado para a Rádio Brado.

Ele acredita que o partido falhou em não lançar candidaturas em municípios menores. “Cidades como Feira de Santana eu entendo que não tínhamos uma capilaridade para lançar uma candidatura que pudéssemos para vencer as eleições [...] mas em algumas situações não tinham o porquê não lançar candidatos. Em algumas cidades menores tinham que lançar candidatos para marcar posição, para pelo menos eleger uma bancada de vereadores. Nos grandes centros a gente compreende, mas nas cidades pequenas, ao meu ver, a gente poderia ser mais incisivo. Se dependesse de mim lançaria em todos os municípios menores”, disparou Castro.

O partido é liderado na Bahia pelo ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro, João Roma, que vem sofrendo críticas dos correligionários. O PL saiu das urnas com apenas uma prefeitura conquistada, que foi a de Porto Seguro, que reelegeu Jânio Natal.

Apesar da insatisfação, Diego Castro disse que não pensa em sair do partido. “Estou firme na missão. Temos fé de que nosso presidente Bolsonaro vai voltar em 2026. Sigo no PL, aos trancos e barrancos, contra aqueles que querem me jogar contra os outros. Eu não posso deixar que o desejo daqueles que querem me boicotar seja maior”, afirmou.

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