Política
“Nós não julgamos pessoas, julgamos fatos". Essas foram as palavras do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, ao responder às alegações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de um suposto conflito de interesses relacionado a ele e a Cristiano Zanin.
A defesa do ex-presidente alega que ambos não poderiam participar do julgamento desta terça-feira (25), que analisa se Bolsonaro e outros sete indiciados são culpados por tentativa de golpe de Estado. Dino foi ministro da Justiça e Segurança Pública durante boa parte do governo Lula 3. Já Cristiano Zanin, que atualmente é o presidente da Primeira Turma do STF — onde ocorre o julgamento — foi o advogado de Lula durante os processos decorrentes da Operação Lava-Jato.
“Nós não julgamos pessoas, julgamos fatos. Aqui não é o livro de Albert Camus, O Estrangeiro. Não importa se ele tem, supostamente, boa ou má índole. Importa é o fato concreto, se ele foi provado ou não”, afirmou Dino fazendo referência ao livro, em que o protagonista é condenado porque não chorou no enterro da mãe, para reforçar que nenhum dos denunciados será julgado por questões impressionistas ou subjetivas.
Além de Bolsonaro, outros sete aliados são alvos da ação que julga os crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. São eles:
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