Política

Direto de Brasília: Alcolumbre muda rotina e entra em campo para conter avanço de Messias; BNews mostra os bastidores

Claudia Cardozo / BNews
Movimentação intensa no Senado marca a indicação de Jorge Messias ao STF, com Davi Alcolumbre atuando para mapear apoio entre parlamentares.  |   Bnews - Divulgação Claudia Cardozo / BNews
Claudia Cardozo e Henrique Brinco

por Claudia Cardozo e Henrique Brinco

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 29/04/2026, às 17h39 - Atualizado às 17h48



A movimentação em torno da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou intensidade nas últimas horas. Segundo informações apuradas pelo BNews, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a atuar diretamente junto aos parlamentares para frear o avanço do postulante, com uma ofensiva de telefonemas para mapear o cenário no plenário.

Relatos também obtidos pela rortagem indicam que Alcolumbre, conhecido por não atender ligações com frequência, mudou a rotina desde a véspera da sabatina e passou a fazer e receber chamadas de forma constante. O foco das conversas tem sido o mesmo: medir quantos votos Messias terá na votação final, considerada decisiva para confirmar ou barrar a indicação.

A sabatina de Messias ocorreu nesta quarta-feira (29), etapa obrigatória antes da análise pelo plenário, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis para a aprovação. O processo acontece em meio a resistências dentro do Senado e articulações da oposição para dificultar o avanço do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto: Claudia Cardozo / BNews

Apesar da intensa movimentação, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou a interlocutores que não vê uma articulação explícita de Alcolumbre contra o indicado. Ainda assim, reconheceu que é perceptível que o presidente do Senado não apoia a aprovação de Messias neste momento.

Marinho também avaliou que o cenário político atual não favorece a indicação. Na visão dele, o ideal seria que o nome fosse sabatinado e eventualmente aprovado apenas após as eleições, diante do que classificou como um ambiente de crise no governo federal.

Nos corredores do Congresso, o clima é descrito como de “ação de guerra”, com contagem de votos sendo feita em tempo real por diferentes grupos políticos. A expectativa é de uma votação apertada, refletindo a divisão entre base governista e oposição.

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