Política
por Henrique Brinco, direto de Brasília, e Davi Lemos
Publicado em 25/05/2026, às 21h27
A deputada federal Érika Hilton (PSOL/SP) destacou, nesta segunda-feira (25), em conversa com o BNEWS, que há pontos preocupantes no relatório da PEC do fim da escala 6x1 apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos/BA). A parlamentar também destacou o atraso da Câmara dos Deputados na análise da matéria; Érika chegou a classificar a Casa como "retardatária" na matéria.
"A câmara já é retardatária nessa matéria. Só eu já estou discutindo há três anos. Mas a minha PEC foi apensada à do deputado Reginaldo Lopes, que já está desde 2019. A PEC do senador Paulo Paim, de 2015. O trabalhador quer a redução da jornada de trabalho para agora, para ontem. Os setores precisam de adaptação, etc. Então eu acho que, diante dos [projetos] esdrúxulos que foram apresentados, como por exemplo a transição de 10 anos, um ano de transição garantindo 60 dias, desde a promulgação, é algo com que nós podemos conversar", declarou Érika Hilton.
"Há pontos do relatório que nos preocupam e chamam a atenção e são esses pontos que nós estamos tentando tomar a propriedade para poder conversar com o relator, para entender como é que acontece, como é que vai ficar essas questões", disse a parlamentar. A deputada do PSOL enumerou a questão daqueles que estão acima do teto do INSS, que podem ter jornadas maiores e a questão das convenções que, como pontuou, criam "sinal de atenção".
"Mas tem ali concentrado nele a redução das 6x1 e a retirada das 44 para as 40 horas semanais numa transição extremamente aceitável", pontuou. Érika Hilton destacou ainda a necessidade de manter isonomia entre os trabalhadores e focar na proteção ao trabalhador. "A gente precisa se apropriar disso para conseguir fazer uma análise e uma avaliação mais contundente, concreta e sábia do relatório que está aqui".
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