Política

Direto de Brasília: Carlos Portinho defende voto contrário à legalização dos jogos de azar: 'ligação direta com crime organizado'

Lara Curcino / BNews
Carlos Portinho acredita que o projeto, aprovado na CCJ no Senado, pode perder força no Plenário  |   Bnews - Divulgação Lara Curcino / BNews
Lara Curcino, direto de Brasília

por Lara Curcino, direto de Brasília

lara.curcino@bnews.com.br

Publicado em 20/06/2024, às 14h13 - Atualizado às 14h27



O senador Carlos Portinho (PL-RJ) defendeu, nesta quinta (20), seu voto contrário ao projeto que legaliza os jogos de azar no Brasil. Ao BNews, o parlamentar apontou "uma ligação direta" de cassinos, bingos e similares com o crime organizado. 

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"O PL votou unido, junto ao Novo, com o nosso Bloco Vanguarda. Votamos não ao retorno dos jogos de azar no Brasil. Já não deu certo com os bingos antes e a gente já vê hoje, mesmo com as apostas esportivas autorizadas, que há uma ligação direta com o crime organizado. É muito sério, porque, além disso, tem o endividamento da população e um governo que não conseguiu até agora, depois de aprovar a Lei das Apostas, regulamentar [as operações de apostas esportivas]. Não recolheu um real de imposto até agora, não tem uma estrutura de controle e fiscalização. A porta já está escancarada para o crime organizado nas apostas esportivas e agora vai se agravar ainda mais com bingos e cassinos", declarou ele. 

A proposta foi aprovada nesta quarta (19) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 14 votos a 12, e agora segue para Plenário. Portinho acredita que o projeto pode perder força e ser reprovado. 

"Ontem na CCJ tivemos um placar apertado, de dois votos apenas. Muitos senadores evangélicos não apareceram para votar e agora indo para Plenário vamos ver a cara e o voto de cada um. E vamos ver se o governo, que é quem quer a legalização, vai ter os votos para ser aprovado no Senado. Eu espero que não", pontuou.

Classificação Indicativa: Livre

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