Política
O deputado federal Tarcísio Motta (Psol-RJ) avaliou, ao BNews, que o também deputado Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ) está politicamente "com muita fragilidade" e que o processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara deve levar à cassação de seu mandato.
Tarcísio foi ouvido na última terça-feira (9) pelo colegiado, dentro do processo que foi instaurado após Chiquinho ser preso por suspeita de ser o mandante do assassinato da então vereadora do Rio Marielle Franco (Psol) e do seu motorista, Anderson Gomes, em 2018.
"A maior parte das testemumhas solicitadas pela defesa para darem depoimento recusou, não veio, remarcou, o que demonstra que o Chiquinho está com realmente muita fragilidade. A minha avaliação é de que o processo vai caminhar no sentido da cassação do mandato, porque não é possível que a gente não imagine que alguém [ser preso por suspeita de] ter mandado assassinar outro parlamentar não seja quebra de decoro em qualquer lugar do mundo", pontuou o deputado.
Tarcísio era vereador na capital fluminense à época do crime, assim como Chiquinho. Em seu depoimento no Conselho de Ética, o deputado do Psol afirmou que o então edil demonstrava em diversas oportunidades facilitar os interesses e atrapalhar os desafetos políticos da milícia.
Para Tarcísio, a decisão final pelo plenário deve acontecer ainda em agosto, logo após o retorno do recesso parlamentar.
"Acho que a relatora [deputada Jack Rocha (PT-ES)], tem feito um trabalho muito técnico, de buscar ouvir todas as partes. O presidente [do Conselho de Ética, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA)] já disse que esta terça (16) é o prazo para que sejam concluídas as oitivas, o Conselho deve votar muito rapidamente o processo e depois irá a plenário. Certamente ainda em agosto já vamos decidir o destino do mandato de Chiquinho Brazão, que eu espero que seja a cassação", afirmou Tarcísio.
Chiquinho Brazão e o irmão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, estão presos desde março, após delação premiada de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle e Anderson, que apontou a dupla como mandante da execução.
O delegado Rivaldo Barbosa também foi preso, suspeito de participar do planejamento do crime e de atrapalhar as investigações.
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