Política
Publicado em 02/07/2024, às 18h48 - Atualizado às 18h58 Lara Curcino
Ex-assessor especial do Ministério da Fazenda, José Francisco Manssur foi ouvido nesta terça-feira (2) pela CPI das Apostas Esportivas do Senado. Ele foi chamado para prestar esclarecimentos sobre supostos pedidos de propina do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) a uma associação de jogos.
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Durante a sessão, Manssur afirmou que o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias, Wesley Cardia, denunciou a ele que recebeu o pedido de R$ 35 milhões do parlamentar, no segundo semestre de 2023.
Carreras era relator de uma CPI sobre apostas esportivas na Câmara e a verba teria sido requisitada para que ele desse um parecer que favorecesse as casas de jogos, segundo revelou a Veja, em setembro de 2023.
Manssur foi o responsável por alertar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre a denúncia. Aos senadores, ele afirmou que falou a Cardia para "não pagar absolutamente nada a ninguém". "Disse: 'procure as autoridades e relate a elas'", relatou o ex-assessor.
Manssur afirmou, porém, que Cardia nunca apresentou qualquer prova do pedido de propina.
"Cardia reiterou que estava tomando muitos remédios. Não falou horário, local, onde e como isso teria acontecido. Nunca apresentou qualquer prova. Não digo aqui que ele disse mentira ou verdade, não posso dizer a vocês que tenho confiança em afirmar que aconteceu algo irregular. [...] Considero, sim, passível de dúvida", pontuou ele.
Questionado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) sobre possível falha da Fazenda em não encaminhar a denúncia à Justiça, o ex-assessor rebateu o parlamentar e disse que o ministério tomou as medidas necessárias ao enviar a denúncia à Ouvidoria.
"[A pasta] agiu bem, porque determinou que a Ouvidoria iniciasse uma invetigação. Esses Órgãos depois determinam ao agente quais providências serão retomadas. Na medida em que [Cardia] não trouxe nenhuma prova, sequer confirmou existência do fato, a Ouvidoria entendeu que não havia elementos para que a Justiça fosse acionada. [...] Alé do mais, foi dito ao denunciamente: procure a Justiça", declarou.
Manssur deixou o Ministério da Fazenda em fevereiro, em meio às especulações de pressão para a sua saída por parte do Centrão, que queria que a regulamentação das apostas esportivas ficasse sob o guarda-chuva do Ministério do Esporte, chefiado por André Fufuca (PP).
O ex-assessor, porém, negou a versão e disse que pediu para ser exonerado. "Eu conversei com o ministro da Fazenda sobre as dificuldades para continuar vivendo em Brasília e realizando o trabalho", pontuou.
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