Política

Direto de Brasília: governistas terminam sem consenso em reunião de emergência sobre redução da maioridade penal na PEC da Segurança

Lara Curcino / BNews
Camilo Santana, Jaques Wagner, Teresa Leitão, Randolfe Rodrigues e Rogério Carvalho sentaram à mesa em encontro seleto no café do Senado  |   Bnews - Divulgação Lara Curcino / BNews
Lara Curcino

por Lara Curcino

lara.curcino@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2026, às 19h15



Lideranças governistas no Senado não chegaram a um acordo e terminou sem definição a reunião de emergência, nesta quinta-feira (15), sobre inclusão da redução da maioridade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. Sentaram à mesa para discutir o tema em uma sala do café dos parlamentares a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), além do ex-líder Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE).

A reunião seleta aconteceu após Teresa Leitão declarar nesta tarde que a base seria contrária à emenda apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que prevê acrescentar à PEC a redução da maioridade penal para 16 anos e para 14 em crimes hediondos. Pouco depois da fala de Teresa, porém, Camilo Santana apresentou proposta para reduzir maioridade para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos, o que seria um meio termo entre o que defendia a senadora e a oposição.

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Antes de entrar para a reunião, Camilo foi até a mesa onde Rogério Marinho estava sentado no café dos parlamentares do Senado e os dois se cumprimentaram amigavelmente. Após o encontro, Camilo saiu por uma porta e Teresa pela outra.

Na reunião era esperado que os governistas decidissem qual rumo tomar. A expectativa ainda é de que a emenda de Camilo prevaleça e eles tentem negociar a aceitação da oposição, já que a PEC da Segurança é uma das propostas de prioridade do governo Lula para antes do 2° turno e não aceitar buscar o meio termo com a minoria pode dificultar sua aprovação ou expor o presidente diante de um tema sensível à população - redução da maioridade penal e a criminalidade. Randolfe falou na saída: "Acordos que ainda não existem serão construídos".

A PEC está pautada para ser votada em dois turnos nesta quinta, em sessão que já foi iniciada. Na noite de quarta, os senadores aprovaram o calendário especial da proposta, para que a matéria seja votada em dois turnos no mesmo dia, sem necessidade de interstício.

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