Política
O senador e líder do PL no Senado Federal, Carlos Portinho, afirmou que a bancada de oposição vai insistir na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das horas trabalhadas. A proposta vem sendo apresentada pelo candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), ao defender a liberdade do funcionário de “dialogar com os patrões” o tempo de trabalho.
De acordo com Portinho, o fim da escala 6x1 vai acarretar no avanço da automatização de alguns trabalhadores, como nos profissionais de portaria de condomínios.
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“Nós todos somos a favor de uma proposta em que o trabalhador trabalhe menos e ganhe a mesma coisa, por isso todos nós votamos a favor [do fim da escala 6x1]. Mas o governo enxergou a árvore e não enxergou a floresta, e agora vai caber ao próximo governo e a gente vai matar no peito e resolver isso como esses setores poderão se ajustar a isso”, disse.
O senador ainda afirmou que a PEC das horas trabalhadas não vai interferir na redução escala 6x1 e poderia servir como uma alternativa para alguns setores. Para ele, a redução da escala semanal de trabalho e a negociação promovida por seu grupo político não se anulariam, mas sim se complementariam.
Prevista para ser votada nesta quinta-feira (15), a PEC da Segurança Pública, que vai criar um novo ministério no governo federal, deve ter uma emenda apresentada à proposta. Conforme Portinho, a oposição mira aprovar junto a redução da maioridade penal e, segundo afirmou, já tem visto uma movimentação na base governista a fim de convergir em favor do tema.
A emenda da oposição prevê uma redução para 16 anos da maioridade penal, podendo ser ainda menor em alguns casos graves. “A gente quer a ter 14 anos nos casos de crimes graves e hediondos, agora a gente vai levar essa discussão ao plenário”.
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