Política

Direto de Brasília: liderança evangélica nega perseguição religiosa no Brasil e manda recado a Malafaia

Henrique Brinco / BNEWS
"Como igreja, a gente ora por Lula, ora pelo Bolsonaro e por tantos quantos vierem”, disse Otoni de Paula  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / BNEWS

Publicado em 23/09/2025, às 19h11   Humberto Sampaio, de Brasília e Anderson Ramos



Uma das lideranças da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, Otoni de Paula (MDB-RJ) disse que o pastor Silas Malafaia não tem a prerrogativa de falar em nome do povo de Deus e negou que haja perseguição religiosa no Brasil. 

“O pastor Silas tem os seus posicionamentos e eu respeito esses posicionamentos dele. Faço críticas apenas quando em seus posicionamentos ele tenta colocar a igreja em xeque como se houvesse uma perseguição religiosa. E eu tenho afirmado que não há nenhuma perseguição religiosa no Brasil”, afirmou o deputado em entrevista ao BNEWS.

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“Graças a Deus, nosso país ainda é um país laico, deverá continuar sendo e ainda é um país que por ser laico respeita todas as religiões. Agora tentar criar esta esta guerra religiosa no Brasil é que não é saudável. Não é saudável nem para a igreja, não é saudável para a justiça, não é saudável para o Brasil”, acrescentou.

Otoni ainda defendeu a separação entre igreja e política e afirmou que instituições religiosas não devem se envolver em questões partidárias.

“A igreja é uma entidade apartidária, ela não deve ter os seus ídolos, principalmente nós que somos protestantes, e que somos oriundos dos nossos irmãos católicos e que combatemos a idolatria com toda veemência,não podemos ter os nossos ídolos e nem mitos, porque devemos continuar sendo igreja. E como igreja, a gente ora por quem está na esquerda, por quem está na direita, a gente ora por Lula, ora pelo Bolsonaro e por tantos quantos vierem”, pontuou.

Processo

Na ocasião, Otoni também comentou sobre a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de manter o processo contra ele por ofensas feitas pelo parlamentar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Eu vejo com muita tranquilidade. Eu acho que a PGR tem todo o direito de fazer a interpretação que queira fazer. Obviamente que a gente esperava um outro posicionamento da PGR, mas eu tenho muita consciência de que a nossa parte nesse processo foi muito esclarecida, o que nós tivemos de fazer, fizemos, e a gente crê muito que a justiça brasileira se fará mais uma vez”, disse. 

Por fim, o deputado opinou sobre o motivo da PGR não ter indiciado Silas Malafaia e nem o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que denunciou Eduardo Bolsonaro e o jornalista o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo por coação em processo judicial.

“Se serão, eu não sei. Eu acho que a PGR está sendo muito prudente nesse momento, muito cautelosa, e por isso apenas arrolou nesse processo tanto o deputado Eduardo Bolsonaro quanto o jornalista. Não arrolou, obviamente, nem o ex-presidente Bolsonaro e nem o pastor Silas Malafaia, talvez porque não tenha encontrado nesse momento nenhum nexo causal e também por uma certa prudência. Eu acho que nós estamos vivendo um momento no Brasil onde a própria justiça percebe que mais vale dar um passo de cada vez do que dar vários passos e amanhã ser questionado pela própria população em si ou ser taxado como perseguidor”, finalizou.

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