Política
por Lara Curcino, direto de Brasília
Publicado em 13/08/2024, às 19h25 - Atualizado às 19h31
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (13) que negocia a antecipação de R$ 18 bilhões da Eletrobras, que, pelo acerto atual, devem ser pagos ao longo de 25 anos.
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Segundo Silveira, caso o acordo seja aceito pela empresa - que é privada desde 2022 -, a conta de luz deve ser reduzida em torno de 10% nos próximos dois anos.
"Seria injetado diretamente na modicidade tarifária, na tarifa que é calculada todos os anos pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], para todos os estados. Esses seriam recursos importantes para que a gente possa diminuir essa tarifa que hoje pesa muito no bolso dos brasileiros", declarou ele, em coletiva após audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.
Silveira detalhou que esse dinheiro antecipado pela Eletrobras seria utilizado pelo governo em até dois anos.
"Pode ser um ano ou dois. Depende do acordo que for feito. Difícil a gente adiantar, porque nem há ainda um acordo fechado, mas existe uma proposta nossa de que tenha esse o adiantamento na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)”, pontuou o ministro.
Quando a Eletrobras foi privatizada, em junho de 2022, ficou acordado que a companhia deveria pagar R$ 32 bilhões, ao longo de 25 anos, para reduzir os custos de subsídios de energia, que impactam no valor da conta de luz.
A empresa já desembolsou R$ 14 bilhões do total devido, segundo Silveira. Sobraram, portanto, R$ 18 bilhões. Caso a proposta seja aceita pela Eletrobras, a dívida seria quitada por completo.
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