Política
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), classificou a greve dos professores das universidades federais de todo o Brasil como "sem necessidade", durante coletiva nesta quarta (12), após deixar a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
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Camilo compareceu ao colegiado para responder questionamentos dos deputados sobre diversos assuntos relacionados à Educação e, principalmente, referentes à greve, que já dura mais de um mês.
"Não havia necessidade dessa greve. A gente entra em greve quando não há escuta. Estão abertas todas as vias de negociação. As reivindicações são justas e o governo está fazendo o esforço. Nunca se fizeram propostas tão substanciais como está sendo feito agora", disse ele.
Ao fim da audiência, o presidente da comissão, deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que os parlamentares deram um exemplo nesta sessão de como se tratar um ministro em visita à Câmara. "Foi uma reunião pautada no respeito, não houve qualquer palavra de baixo calão".
A declaração de Nikolas acontece após a sessão na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, nesta terça (11), que recebeu o ministro da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução no Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT). A audiência foi marcada por confusões generalizadas e ofensas dirigidas a ele.
Em resposta ao BNews, Camilo Santana disse que é preciso manter o respeito e tratar a todos os ministros que forem à Câmara de forma civilizada.
"Independente de ser na [Comissão de] Educação, Saúde, Meio Ambiente, a gente precisa conviver de forma civilizada. Claro que cada um aprensentando sua estratégia, suas políticas educacionais, mas mantendo o respeito", concluiu.
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