Política
por Henrique Brinco, direto de Brasília
Publicado em 27/05/2026, às 10h19
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a pasta não participou da prisão de Alexandre Ramagem, ocorrida nos Estados Unidos. Ele foi convocado para uma audiência realizada nesta quarta-feira (27), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
A convocação ocorreu após Bolsonaristas questionarem a cooperação entre o Governo Lula e o Governo Trump no caso, além da expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano. Ao responder aos deputados, o baiano disse que o papel do ministério em relação à Polícia Federal é apenas de supervisão institucional.
“O Ministério da Justiça não dirige a Polícia Federal, é bom que seja dito. Ele supervisiona a Polícia Federal. Direção e supervisão, portanto, não são sinônimos”, declarou.
O gestor também afirmou que o ministério não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o episódio envolvendo o delegado expulso pelos Estados Unidos.
“Não foi comunicado por nenhum meio oficial que ensejasse a instalação de qualquer procedimento”, disse. Segundo ele, a volta do policial ao Brasil ocorreu por decisão da própria direção-geral da PF, que decidiu “apurar internamente os fatos”.
O gestor também disse que o Ministério da Justiça não interfere na condução das investigações da Polícia Federal.
Ao concluir a fala, Wellington defendeu a autonomia das instituições e afirmou que “o Estado de Direito maduro é aquele em que cada instituição exerce com plenitude a competência que a Constituição lhe confiou”.
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