Política

DIRETO DE LISBOA: Leo Prates rebate argumentos contra fim da escala 6x1 e defende mais tempo pro trabalhador

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Leo Prates debochou dos argumentos e apontou estudos que afirmam que trabalhadores de 44h ganham menos salário  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV ConJur

Publicado em 02/06/2026, às 15h15   Caludia Cardozo e Héber Araújo



O deputado e relator da PEC do fim da escala 6x1, Leo Prates (Republicanos-BA), participou do Fórum de Lisboa, defendeu a redução da jornada de trabalho durante o discurso em um painel. Em sua fala, o político debochou das alegações contra a redução, que afirmam que um novo modelo de trabalho “vai quebrar o país”.

Segundo Prates, o ex-presidente Michel Temer conseguiu fechar um acordo com os sindicatos patronais para reduzir a escala de trabalho para 42 horas, o que foi rejeitado pelos sindicatos dos trabalhadores, que cobraram 40 horas.

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“Nessa inflexibilidade, o Brasil perdeu 15 anos. Mas a minha pergunta é, como naquela época, quando os indicadores econômicos não eram tão favoráveis como agora, a redução não quebraria o país, mas agora vai quebrar”, indagou o deputado ao apontar a resistência de patrões sobre a redução da escala de trabalho.

O parlamentar baiano continuou suas reflexões apontando que, segundo o DIEESE, a melhor forma de aumentar a produtividade do trabalhador é através da qualificação, porém o trabalhador não tem tempo suficiente para estudar e se qualificar. “Mas como eu vou me qualificar se eu tenho apenas um dia?”.

Leo Prates ainda revelou uma conversa com o deputado Maurício Marcon (PL), que havia lhe indagado sobre a questão salarial dos trabalhadores. Segundo o baiano, o liberal perguntou se “eu já tinha visto um trabalhador ganhar menos e ganhar mais”, no qual foi respondido que no Brasil ocorre o contrário: o trabalhador ganha menos para trabalhar mais.

“Quem trabalha 44 horas tem menos salário do quem quem trabalha 40 horas e isso está nos estudos do DIEESE. Esta é uma reflexão que precisamos fazer, porque não se trata de indicadores econômicos”, completou.

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