Política

Diretor executivo da FIEB opina sobre reforma tributária e impacto do tarifaço na Bahia

Devid Santana | BNews
Vadson Menezes destacou a importância da reforma tributária para as empresas.  |   Bnews - Divulgação Devid Santana | BNews


Durante o Fórum Estadual de Logística, Infraestrutura e Transportes – Bahia Export 2025, nesta sexta-feira (15), o diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Vadson Menezes, destacou a importância da reforma tributária para as empresas. Ele ainda destacou os impactos da tributação de Donald Trump para os baianos.

“A reforma tributária, ela é muito bem-vinda porque ela é um avanço, simplifica a tributação, permite que as empresas deixem de acumular créditos tributários, isso tudo é bom. Mas acontece que a Bahia vive fortemente de incentivos fiscais como mecanismo de atração de investimento. E isso, com a reforma tributária, vai acabar. A partir de 2029 até 2032, acaba. Em 2029, os incentivos fiscais caem 25%, depois 50%, depois 75% e em 2032 acabam”, destacou ele.

Na sequência, ele detalhou as ações que o Estado precisa desenvolver para conseguir competir no mercado. “A Bahia tem que se preparar para esse novo momento. A Bahia tem que trabalhar a questão da logística, a Bahia precisa trabalhar a questão da infraestrutura em outros aspectos também e usar um Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional que criado pela reforma tributária para aplicar no desenvolvimento das empresas baianas. Somente assim a gente consegue entrar numa nova etapa em condições razoáveis de competitividade”, esclareceu o diretor.

Ao ser questionado sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Vadson revelou o valor que foi calculado e quanto afeta o PIB. “Nós fizemos um cálculo que o impacto sobre a economia baiana é de 1 bilhão e 300 milhões de reais se nada for feito. Isso significa aproximadamente 0,3% do PIB da Bahia. A fica aparecendo ‘ah então é pouco, não é pouco porque setores estratégicos continuam sendo tarifados nos Estados Unidos como a petroquímica, o setor de pneus, o setor de ferro e ligas, outros setores como água de coco, derivados de cacau. Alguns desses setores são muito importantes para certas regiões da Bahia e alguns municípios vivem praticamente só disso. Essas regiões e esses municípios serão fortemente afetadas”, afirmou.

Por fim, ele destacou o dialogo existente entre o governo e a FIEB. “Por isso que a FIEB participa, junto com o governo do Estado, de um grupo de trabalho, iniciativa do governador Jerônimo e que tem a liderança do secretário Afonso Florencio, para criar caminhos. Um desses caminhos foi através de propostas ao governo federal. Algumas delas foram acatadas, outras a gente ainda espera que sejam acatadas. Mas o fundamental é continuar as negociações internacionais, tanto com os Estados Unidos quanto através da busca de novos mercados”, concluiu.

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