Política

Dirigentes do INSS abrem o jogo e entregam Carlos Lupi por participação em acordos de delação premiada

Ricardo Stuckert
Um dos anexos da delação fala sobre a atuação de Lupi, que era ministro no governo Lula  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 27/02/2026, às 09h10



O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) é citado na delação premiada dos ex-dirigentes do INSS André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho.

De acordo com informações do Metrópoles, um dos anexos da delação fala sobre a atuação de Lupi, que era ministro no governo Lula, no esquema de descontos ilegais feitos nos benefícios de aposentados e pensionistas.

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Lupi começou no cargo em janeiro de 2023, logo na posse de Lula (PT), e foi demitido em maio de 2025. Isso aconteceu nove dias depois que a Polícia Federal iniciou a primeira fase da Operação Sem Desconto, que prendeu pessoas da alta cúpula do INSS. Naquela época, o ministro tentou proteger os investigados, o que prejudicou a imagem do governo.

Enquanto era ministro, Lupi defendeu  o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Segundo as investigações, Stefanutto recebia uma mesada de R$ 250 mil do esquema. Esses pagamentos aconteceram entre junho de 2023 e setembro de 2024, período em que Lupi comandava a pasta.

“A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar”, afirmou à época.

Como houve resistência para tirar Stefanutto, o próprio presidente Lula acabou exonerando ele.

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