Política
por Rebeca Santos
Publicado em 17/01/2026, às 15h23
A Copa do Mundo de 2026, organizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, enfrenta um aumento no número de devoluções de ingressos e no crescimento de campanhas de boicote.
Nas últimas semanas, veículos internacionais como Marca, The Guardian e New York Times relatam uma mudança de comportamento de parte da torcida.
De acordo com um levantamento mencionado pelo jornal espanhol Marca, baseado em fontes do comitê organizador, já foram registrados mais de 120 mil pedidos de reembolso durante a fase inicial de realocação e cancelamento de ingressos, que ocorreu entre o final de 2024 e o início de 2025.
Apesar de a FIFA não divulgar dados oficiais detalhados por nacionalidade, analistas do mercado esportivo apontam que torcedores da Alemanha, Espanha, Brasil, Argentina e França estão entre os que mais solicitam devoluções.
Alguns especialistas apontam que esse número pode crescer à medida que as exigências de viagem forem se tornando mais claras.
Consultorias projetam que os cancelamentos podem atingir picos próximos ao início do torneio, quando os torcedores tiverem confirmação sobre custos e documentação.
O termo “boicote à Copa do Mundo 2026” ganhou força nas redes sociais ao longo de 2024, impulsionado principalmente por discussões sobre políticas internas dos Estados Unidos. Muitos torcedores também consideram que o evento está se distanciando de valores relacionados a direitos humanos e à facilidade de mobilidade internacional.
Hashtags como #BoycottWorldCup2026, #NoWorldCupInUSA e #Boicote2026 têm aparecido com frequência nas plataformas X (antigo Twitter), Instagram e TikTok.
Outro ponto destacado é o engajamento de torcedores mais jovens, que têm organizado campanhas, coletado assinaturas em abaixo-assinados e enviado cartas abertas direcionadas tanto à FIFA quanto a patrocinadores do evento.
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