Política

"É um carnaval que se tornou desumano", critica vereador Maurício Trindade sobre as condições de trabalho nos circuitos

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Trindade aponta que 15 mil pessoas dormem na Barra para garantir espaço e enfrentam condições adversas, além da falta de assistência  |   Bnews - Divulgação BNews

Publicado em 19/02/2025, às 09h40   Rebeca Silva e Dandara Amorim



A audiência pública “Carnaval das Contradições” reuniu namanhã desta quarta-feira (19), representantes do Conselho Municipal do Carnaval (COMCAR), além de autoridades e líderes de associações envolvidas no Carnaval. O objetivo foi discutir sobre as demandas dos trabalhadores que atuam no período momesco. Durante entrevista ao BNews, o vereador Maurício Trindade (PP) teceu diversas críticas às condições de trabalho. 

Segundo o representante, “o carnaval é a maior festa da Bahia, já foi a maior festa do mundo. Hoje, infelizmente, por falta de diálogo, principalmente com os órgãos executivos, Salvador já não é o maior Carnaval do mundo e o melhor já não é há muito tempo”, criticou Trindade. O motivo disso são as condições laborais nos circuitos, como a situação dos cordeiros, “um problema seríssimo, que primeiro, que são um grupo gigantesco, que são os cordeiros do carnaval. Os cordeiros do carnaval que passam por uma situação precária, que eles levam dez horas no circuito e é dado pelos blocos apenas duas garrafinhas de água quente”, concluiu. 

Acompanhe a entrevista:


Outras categorias também foram citadas pelo vereador, com os ambulantes, catadores de recicláveis e músicos. Os vendedores de bebidas que comercializam no isopor são tem lugar para tomar banho ou algum conforto nos intervalos da festa, “eles têm um banheiro apenas para tomar um banho. O banho custa cerca de 20 reais, são pessoas que levam 10, 12 dias no circuito da Barra, não vão gastar esses 20 reais. Eles ficam dormindo lá, porque também não voltam para casa”, destacou. 

De acordo com Trindade, 15 mil pessoas dormem no circuito da Barra para garantir o local, porque precisam guardar o lugar para festa. Ele ainda conta sobre o espaço dedicado às crianças, “na parte social você vê que as crianças têm pouquíssima assistência, não tem um local para o conselho tutelar levar, não tem uma base do conselho tutelar na Barra. Então eles têm uma grande dificuldade de atuação. Você vê que no ano passado várias crianças foram encontradas escondidas dentro do próprio isopor dos pais, dormindo”. 

Na parte social você vê que as crianças têm pouquíssima assistência, não tem um local para o conselho tutelar levar, não tem uma base do conselho tutelar na Barra. Então eles têm uma grande dificuldade de atuação. Você vê que no ano passado várias crianças foram encontradas escondidas dentro do próprio isopor dos pais, dormindo

Trindade finalizou falando sobre a falta de diálogo, “o maior problema hoje do carnaval é a falta de diálogo das pessoas que fazem o carnaval com o executivo municipal que não quer ouvir ninguém”.

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