Política
O presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, criticou mudança no estatuto do partido que permite a reeleição de parlamentares e dirigentes partidários que já tenham exercido três mandatos consecutivos. Nos bastidores, a mudança é avaliada como brechas para que a atual presidente nacional, Gleisi Hoffmann, permaneça no cargo. A decisão, contudo, deve se refletir nos diretórios municipais e estaduais.
Para ele, a alteração representa um retrocesso no processo de renovação da legenda. "Resolução do diretório nacional a gente respeita. Eu entendo os argumentos e respeito a decisão, mas no mérito sou contra. Os artigos do estatuto foram aprovados em congresso como uma forma de garantir o processo de renovação no PT. E, nesse sentido, a decisão de ontem significou um retrocesso na perspectiva da renovação", afirmou Éden, em nota ao BNews.
O gestor argumenta que a medida pode dificultar a chegada de novos quadros à direção do partido e perpetuar os mesmos grupos no poder.
"Muito se fala em dialogar com as novas gerações, em modernizar as bancadas, as direções, mas ao permitir a perpetuação dos mandatos, o PT passa um recado na contramão disso. Os mesmos quadros ficarem décadas na direção? O deputado federal petista mais novo tem 60 anos e a média na bancada é de 64 anos. Não é hora de começar a oxigenar?", questionou.
"Rui foi uma renovação para Wagner. Jerônimo, uma renovação para Rui. A minha chegada à presidência também. Eu penso que no PT Bahia esse processo não vai dar ré. Nem perpetuar as mesmas pessoas na direção do partido, nem buscar soluções do passado. E como no PT o que vai valer é o voto da base, os filiados e filiadas é que decidem na urna, eu e muita gente seguiremos apostando no novo. Nós temos que olhar pra frente e não só pro retrovisor. Defender o legado e a caminhada até aqui, mas olhar pros próximos 45 anos de luta do partido", concluiu.
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