Política

Eduarda Campopiano é denunciada por transfobia contra Erika Hilton

Erika foi reeleita à Câmara dos Deputados com 1.596.472 de votos - Redes Sociais/Reprodução
A ação foi encaminhada ao Ministério Público de São Paulo como transfobia e violência política de gênero  |   Bnews - Divulgação Erika foi reeleita à Câmara dos Deputados com 1.596.472 de votos - Redes Sociais/Reprodução


A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por chamar a deputada federal Erika Hilton (PSOL) de “homem biológico”. O caso foi denunciado pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) por transfobia e violência política de gênero. 

A queixa foi encaminhada ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP na última segunda-feira (5). 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

A ofensa de Campopiano foi feita através de uma publicação, na qual pergunta diretamente à Erika "como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?".

O post está relacionado ao resultado das eleições do último domingo (4). Campopiano foi a deputada mais votada ao legislativo estadual recebendo 1.956.238 votos, enquanto Erika foi reeleita à Câmara dos Deputados com 1.596.472, ficando na segunda colocação atrás de Lucas Pavanato (PL) que teve 3.038.438.

Favero acredita que o episódio se enquadra nos crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, por envolver a identidade de gênero de uma mulher que exerce mandato eletivo. A ação solicita ao MPSP a instauração de inquérito policial e que Campopiano seja responsabilizada.

Em declaração à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a deputada declarou que a publicação foi apenas uma provocação em meio a um contexto de debate político nas redes sociais. 

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube! 

Natural de Campinas, no interior paulista, Eduarda ganhou destaque inicialmente em 2021, quando passou a manifestar suas posições políticas nas redes sociais. Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, com 3.589 votos, e ficou na quarta colocação entre os candidatos mais votados. Entre as bandeiras que defende, está a criminalização do aborto. Ela também se autointitula como a "inimiga número um das feministas".

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)