Política

Eduardo Bolsonaro compara Brasil com Venezuela e afirma que não pediu sanções comerciais dos EUA

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Eduardo Bolsonaro afirmou que Donald Trump está tentando proteger a democracia brasileira, que está em crise  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 21/07/2025, às 20h26 - Atualizado às 20h40



O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (21), durante participação no podcast Inteligência Ltda, que o mundo tem visto o Brasil como a Venezuela. O parlamentar ainda disse que se encontrou com lideranças políticas dos EUA apenas para pedir sanções contra Alexandre de Moraes e nada mais. 

“O Brasil, não somente aos olhos do Trump, está chegando muito perto de ser visto pelo mundo como um país igual a Venezuela. A Venezuela fez isso, tornou a Maria Corina Machado inelegível por 15 anos. Lá, eles colocam opositores na cadeia. Quem protesta contra o Maduro toma de 10 a 15 anos [de prisão]”, disse o deputado. 

O filho do ex-presidente afirmou ainda que Jair Bolsonaro (PL) poderá ser preso sem ter qualquer prova de sua culpa. Segundo ele, é justamente por essa “perseguição” que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito pressão para preservar a democracia: “Fica notório toda essa perseguição e o Trump tá fazendo pressão nesse sentido”. 

“É importantíssimo que nós saibamos que existe uma crise institucional antes da comercial”, declarou. 

O deputado reforçou que, em momento nenhum, pediu que fossem aplicadas sanções comerciais contra o Brasil. Durante encontros que teve com políticos norte-americanos, como o Republicano Jason miller, seu objetivo era apenas divulgar as ações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, para que fossem aplicadas sanções contra ele, “e apenas ele”. 

Também participando do podcast, o jornalista Paulo Figueiredo Filho afirmou que as sanções comerciais foram apresentadas pelas autoridades norte-americanas. “Todo arsenal da diplomacia americana é conhecido por nos [...] e tem outras sanções que podem vir aí. A doutrina de sanções americana funciona com base  na Diplomacia, Inteligência, Militar e Econômica (Dime). A ação dos EUA no globo funciona debaixo desse guarda-chuva”, disse. 

Segundo o jornalista, quando a opção de aplicar sanções comerciais foi apresentada pelos EUA, eles deram apenas a opinião. “Na nossa medida, essa sanção não era a melhor opção neste momento. Nós advogamos nas sanções contra os agentes principais da ditadura”, declarou.

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