Política
por Héber Araújo
Publicado em 02/01/2026, às 19h57
O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL), afirmou que não vai retornar ao Brasil e nem vai entregar o cargo na Polícia Federal (PF) “de mão beijada”. A declaração do filho de Jair Bolsonaro ocorre após uma determinação da corporação de que ele reassume o posto de escrivão imediatamente.
A determinação da PF foi publicada nesta sexta-feira (2), no Diário Oficial da União (DOU). Eduardo estava afastado do posto desde 2015, quando assumiu o mandato de deputado federal por São Paulo.
Após a cassação, a corporação entendeu que ele deve retornar às funções o quanto antes, de forma presencial. A determinação aponta ainda que, caso não obedeça, poderá ser exonerado do posto, a qual é concursado.
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, disse o ex-deputado.
O político, que assumiu o posto na PF em 2010, afirmou que recebe com orgulho “esse novo capítulo da perseguição política” e afirmou que não vai voltar ao Brasil. Ele está nos Estados Unidos desde março de 2025, onde se diz exilado político.
“Nós não vivemos uma normalidade democrática. Há sim um Estado persecutório com uma pessoa [Alexandre de Moraes] abusando do poder. Eu ficarei firme e não entregarei meu cargo de mãos beijadas. Eu batalhei por ele. Eu sei que querem me prejudicar e um dia a conta chegará”, afirmou.
Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a @policiafederal.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) January 2, 2026
Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública. pic.twitter.com/7SYUUqjpzg
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