Política
por Rebeca Santos
Publicado em 21/08/2025, às 06h58
A Polícia Federal (PF) suspeita que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou a conta bancária da esposa, Heloísa, para esconder dinheiro enviado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O objetivo seria evitar que esses valores fossem bloqueados. A mesma estratégia teria sido usada por Jair Bolsonaro com sua esposa, Michelle Bolsonaro.
Essas informações aparecem no relatório final de uma investigação da PF, que resultou no indiciamento de Eduardo e Jair Bolsonaro por pressionar autoridades ligadas ao processo sobre o golpe de Estado.
Segundo a PF, pai e filho usaram várias táticas para ocultar a origem e o destino do dinheiro, que seria usado para apoiar atividades ilegais de Eduardo, que está licenciado e mora nos Estados Unidos.
A PF descobriu que Jair Bolsonaro transferiu mais de R$ 2 milhões para Eduardo, que vive nos EUA desde o início do ano.
Em depoimento em junho, Bolsonaro disse que transferiu esse valor para o filho "não passar necessidade". Mas os investigadores apontam que ele escondeu outras transferências, totalizando R$ 111 mil em seis repasses ao longo do ano.
Após receber os R$ 2 milhões, Eduardo transferiu R$ 50 mil em 19 de maio e R$ 150 mil em 5 de junho para a conta de Heloísa.
Para a PF, essas movimentações mostram que Eduardo usou a conta da esposa para esconder o dinheiro do pai, evitando possíveis bloqueios judiciais.
A investigação também identificou que Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões para Michelle Bolsonaro um dia antes de prestar depoimento à PF em junho, sem explicar o motivo.
Segundo a PF, isso indica que Bolsonaro agiu de propósito para se livrar do dinheiro e evitar medidas judiciais que poderiam bloquear os valores, que seriam usados para financiar ações de Eduardo no exterior.
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