Política

Eduardo Cunha define partido e confirma mudança de colégio eleitoral para tentar voltar à Câmara dos Deputados

Agência Brasil
Ex-presidente da Casa busca nova estratégia para ter sucesso nas urnas  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Redação

por Redação

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Publicado em 06/04/2026, às 11h33



O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha decidiu permanecer no Republicanos para concorrer a uma vaga de deputado federal. Ele também confirmou a mudança de domicílio eleitoral para Minas Gerais.

À rádio Itatiaia, ele afirmou que permanecerá no Republicanos porque já estava filiado à legenda e porque só a trocaria se houvesse alguma composição "melhor" de chapa.

Em janeiro, Cunha publicou um vídeo para apresentar as razões pelas quais diz ter escolhido o estado de Minas Gerais para ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Segundo ele, o território mineiro "é a síntese do Brasil" por conta de sua diversidade e por fazer fronteira com outros seis estados, além de costumar refletir o resultado das eleições presidenciais.

Uma reportagem do jornal O Globo no ano passado, mostrou que Cunha buscou angariar apoio em Minas em diversas frentes: se tornou patrocinador de um clube de futebol, passou a marcar presença em leilões de gado e em cultos evangélicos e adquiriu rádios em diversos municípios.

Com o objetivo de voltar à Câmara, Cunha ainda escreveu que "recuperar Minas é recolocar o estado no centro do debate nacional" e "entender que eleição em Minas sempre foi termômetro do país". Presidente da Casa entre 2015 e 2016 — quando teve o mandato cassado em decorrência de escândalos ligados à Operação Lava-Jato —, ele tentou se eleger em 2022 por São Paulo, mas não conseguiu.

Antes, Cunha foi deputado federal por quatro mandatos consecutivos sendo eleito pelo Rio de Janeiro entre 2003 e 2018. Agora, quem ocupa seu eleitorado fluminense é a deputada Dani Cunha (União), sua filha, que se elegeu em 2022 com 75.810 votos.

A decisão de concorrer pelo estado vizinho em 2022 foi fruto da avaliação de que a família não tinha capital político para eleger dois deputados pelo mesmo estado.

Assim, Cunha, que foi deputado pelo Rio por 13 anos, optou por deixar o eleitorado fluminense para a filha, Dani Cunha, que se elegeu deputada pelo União Brasil. Dani foi eleita com 75 mil votos, mas o pai, que disputou pelo antigo PTB, amargou apenas 5 mil em São Paulo.

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