Política

ELEIÇÃO 2026: Jerônimo dispara contra ACM Neto e expõe suposta aliança secreta com Flávio Bolsonaro

Henrique Brinco/BNews
Durante a entrevista, Jerônimo critica articulações de Flávio Bolsonaro com os EUA e a influência de Javier Milei na política brasileira.  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco/BNews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 28/07/2026, às 18h50



O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a subir o tom contra o ex-prefeito de Salvador e adversário na disputa pelo Palácio de Ondina, ACM Neto (União Brasil). 

Em entrevista concedida nesta terça-feira (28) ao programa Se Liga Bocão, da rádio Baiana FM (89,3), Jerônimo afirmou que ACM Neto apoia, na prática, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, e não a do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), como tem declarado publicamente.

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Durante a entrevista, Jerônimo disse acreditar que ACM Neto acabará se alinhando politicamente ao grupo liderado por Flávio Bolsonaro, apesar das manifestações de apoio a Caiado.

"Eu sei quem ele apoia para federal. Ele está dizendo que é Caiado, mas, no fundo, no fundo, quando junta tudo, é aquele que tá nos Estados Unidos com representante mandando castigar o Brasil. É aquele que trouxe um mensageiro argentino para poder qualquer tipo de ação, menos política de qualidade, na convenção dele. Tem o direito, é liberdade e nós tratamos bem. Mas nós temos que discutir a vida do povo", afirmou.

Na declaração, o governador também criticou Flávio Bolsonaro pelas articulações do senador e de aliados junto ao governo dos Estados Unidos, em meio às medidas adotadas pela gestão do presidente Donald Trump contra o Brasil.

Jerônimo ainda fez referência à participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção nacional do PL realizada no último sábado (25), evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Sem citar Milei nominalmente, o petista classificou o presidente sul-americano como um "mensageiro argentino" e afirmou que o encontro priorizou pautas que, segundo ele, não contribuem para o debate político no país.

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