Política

"Eleição se torna uma guerra de narrativa", diz presidente da ACB sobre polarização

Foto: Reprodução / Thiago Teixeira / BNews
Isabella Suarez, presidente da ACB, alerta que a escolha por rejeição pode ofuscar propostas essenciais para a população e a economia  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / Thiago Teixeira / BNews

Publicado em 21/09/2026, às 20h01   Thiago Teixeira e Natane Ramos



Nesta segunda-feira (21), ocorreu o encontro do Diálogos que Transformam, uma parceria da Associação Comercial da Bahia (ACB), LIDE Bahia, no Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador, para discutir como a polarização interfere na percepção do eleitor.

Em entrevista ao BNews, a presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabella Suarez, declarou que a polarização política no Brasil tem sido motivo de preocupação para o setor produtivo. 

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Segundo Isabella, o aumento da polarização pode fazer com que o eleitor escolha candidatos principalmente pela rejeição ao adversário, deixando em segundo plano a discussão sobre outras propostas e problemas comuns à população. "A gente assiste com preocupação, porque é uma constatação que o ambiente está polarizado, mas muito mais importante do que isso é a análise de como o eleitor tem reagido aos fatos e o que tem causado essa polarização. Porque a preocupação em relação à polarização é que as pessoas passem a escolher em relação ao que rejeitam e esquecem que deixem problemas que são comuns a todos os brasileiros que precisam ser enfrentados, né? Educação, segurança pública, ajuste fiscal, emprego", declarou.

"Então, da parte empresarial, a gente sempre enxerga com preocupação, porque na medida em que a eleição se torna uma guerra de narrativa e deixa de ser uma apresentação de propostas, evidentemente, que as pautas econômicas ficam em segundo plano. E para nós da classe empresarial, a pauta econômica é fundamental porque significa a nossa existência e também impacta positivamente no desenvolvimento social, né?", refletiu.

Para a presidente da ACB, a transformação da disputa eleitoral em uma "guerra de narrativa" também pode prejudicar a discussão de pautas econômicas. "Porque não existe pagabilidade, não existe sustentabilidade e nem boa distribuição de renda com a classe empresarial fraca. E para isso, a gente precisa ter uma economia forte. A economia forte, ela só vai se dar num ambiente de racionalidade. Então, a gente vê com preocupação e o que nós podemos fazer é trazer  mestres, professores e experts qualificados para nos ajudar a entender esses sinais que têm sido dados pelo eleitor brasileiro", refletiu.

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