Política
Publicado em 28/07/2024, às 12h49 Redação
O senador Jaques Wagner (PT) participou, na manhã deste domingo (28), de mais uma edição do “Pensar Salvador”, programa de governo participativo da chapa do pré-candidato à prefeitura de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), realizado na Arena Fonte Nova, como pauta o “Empoderamento das Mulheres”, para construir junto com o público feminino uma cidade melhor e mais inclusiva.
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Em discurso, Wagner disse que, além das violências físicas e verbais, as mulheres que vivem em Salvador também sofrem com a falta de equipamentos públicos, o que é, segundo o senador, é “uma agressão subliminar”. O petista ainda acusou a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil), sem citá-lo nominalmente, de não ter “sensibilidade” para tratar de políticas voltadas para as mulheres.
"Ouvindo vocês, me veio à cabeça uma coisa que talvez não esteja tão desperta. Toda vez que a gente fala em feminicídio ou agressão a mulher, a gente fala em agressão ou verbal ou física ou de assedio. Mas tem uma agressão que foi externada aqui que é a agressão da ausência de equipamentos públicos que libertem a mulher para que ela possa trabalhar e fazer o que ela quer. Isso é uma agressão, uma agressão subliminar. Não bata creche, é a cabeça machista que mulher tem que ficar no fogão. Não bota creche, significa que a mulher não pode trabalhar, não pode estudar e não pode disputar e um lugar”, disse o senador.
"Não tem um atendimento necessário para a saúde da mulher. Por mais que o homem seja solidário, ele nunca sentira o que vocês sentem quando vão bater numa porta para fazer um exame para saber se estar gravida e não tem exame. Não tem assistência básica na prefeitura de Salvador. Essa é uma realidade. É preciso que as pessoas entendam, porque não adianta fazer campanha xingando o prefeito, falando mal do prefeito. A gente precisa campanha dizendo o que a gente precisa, o que é que falta nessa cidade e, que se não foi feia em tanto tempo de prefeitura, é porque não há sensibilidade nesse grupo político para esses temas”, acrescentou.
Na oportunidade, Wagner ainda elogiou a chapa formada por Geraldo Júnior e Fabya Reis (PT) e defendeu que as mulheres que participam de uma eleição não devem sair da disputa “menores dos que entraram”.
"Acho que temos uma dupla excepcional de gente com conteúdo. Geraldinho conhece a cidade. Fabya conhece as idas e vindas de toda a questão social. Geraldinho está mergulhando, buscando soluções para a cidade. Aí eu pergunto: por que Salvador só teve uma mulher prefeita, Lídice da Mata? Na última eleição, nos colocamos duas mulheres candidatas, Denice Santiago e Fabiola. Ganhar ou não ganhar não é o fundamental. O que digo sempre é que vocês [mulheres] não podem sair da campanha menores dos que entraram”, afirmou.
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