Política

Eleições 2026: Centrão reage e avalia lançar candidato próprio à Presidência após movimento de Flávio Bolsonaro

Lula Marques/Agência Brasil
Lideranças do Centrão consideram lançar candidato à presidência em 2026, após Flávio Bolsonaro anunciar sua pré-candidatura.  |   Bnews - Divulgação Lula Marques/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 06/12/2025, às 15h39 - Atualizado às 15h49



Lideranças de partidos do Centrão passaram a avaliar a possibilidade de lançar um nome para disputar a Presidência da República em 2026. A movimentação seria uma resposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto na última sexta-feira (6). As informações são da coluna do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1.

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De acordo com a publicação, lideranças do Centrão avaliam que a candidatura de Flávio abriria uma "janela" para que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também dispute a Presidência da República.

A avaliação é que a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixa "um vazio na centro-direita", por manter um clima de polarização entre Lula, um nome ligado à esquerda, e Flávio, representante da extrema-direita.

Com isso, os eleitores que não desejam votar em Lula ou em um membro da família Bolsonaro buscariam um "nome alternativo". É nesse cenário que Ratinho Júnior  pode ganhar força.

No entanto, um líder do Centrão entende que o governador do Paraná ainda não deve se colocar como presidenciável. A ideia é que Ratinho Júnior evite polêmicas, como o tarfiço e a prisão de Bolsonaro, neste momento.

Encontro entre governadores

Em meio às especulações de uma candidatura ao Palácio do Planalto, Ratinho Júnior usou as suas redes sociais neste sábado (6) para publicar uma foto com os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Romeu Zema (Minas Gerais), Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Jorginho Mello (Santa Catarina) na capital fluminense.

De acordo com Ratinho Júnior, o encontro é para tratar de temas relacionados ao Consórcio de Integração Sul e Sudeste (COSUD), grupo de estados voltado à segurança pública criado após a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 121 mortos.

"Reunião do COSUD, no Rio de Janeiro. Reunidos por um só Brasil, unidos em paz!", escreveu o governador do Paraná na legenda da publicação.

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