Política

Eleições 2026: Queda da rejeição de Lula muda cenário da reta final, avaliam especialistas

Ricardo Stuckert / Divulgação
A queda na rejeição do presidente Lula e a melhora na avaliação da sua gestão na mais recente pesquisa Quaest deram uma nova cara para a reta final das eleições  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 21/10/2026, às 20h15



De acordo com cientistas políticos escutados pela coluna de Matheus Leitão, do Metrópoles, a queda na rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a melhora na avaliação da sua gestão na mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), deram uma nova cara para a reta final das eleições, apesar do movimento ainda não ter se convertido em crescimento direto nas intenções de voto. 

Os números revelam que, em um mês, a rejeição de Lula despencou oito pontos percentuais e saiu de 55% no dia 21 de setembro para os atuais 47%. O senador Flávio Bolsonaro (PL), também viu sua rejeição recuar, mas em um ritmo menor e passou de 56% para 52% no mesmo período.

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O detalhe que faz a diferença, segundo os analistas, é que o petista conseguiu ficar abaixo da metade do eleitorado no índice de rejeição, enquanto o senador segue rejeitado pela maioria. Na comparação direta com a rodada anterior, Lula caiu seis pontos, e Flávio apenas dois.

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Teto de rejeição 

Apesar da ideia frequente de que um candidato com mais de 50% de rejeição não consegue se eleger, os cientistas políticos alertam que essa eleição precisa ser analisada com outro olhar. Com os dois nomes enfrentando forte resistência, esse patamar é um obstáculo pesado, mas não garante a derrota antecipada de ninguém.

O mesmo cuidado vale para a avaliação do governo. Uma aprovação baixa dificulta a reeleição, mas não a inviabiliza automaticamente. O resultado depende diretamente de quem é a alternativa e de como o eleitor enxerga o adversário.

Vento a favor de Lula

É justamente neste ponto que os especialistas identificam um movimento favorável a Lula. A gestão do petista agora registra um empate técnico: 46% de aprovação contra 47% de desaprovação. Na pesquisa do início de setembro, o placar era mais duro para o governo, 43% a 50%.

Outro dado do levantamento reforça essa leitura do novo momento do presidente. Na comparação direta entre as gestões, 45% dos eleitores consideram o atual governo Lula melhor do que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 40% pensam o oposto.

Classificação Indicativa: Livre

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