Política

Eleições ainda não chegaram, mas país tem 11 novos governadores e 10 novos prefeitos de capitais; entenda

Tânia Rego/Agência Brasil
Vice-governadores e vice-prefeitos assumiram os cargos deixados e podem se candidatar a novos mandatos  |   Bnews - Divulgação Tânia Rego/Agência Brasil
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 08/04/2026, às 09h45



Com o fim do prazo de desincompatibilização no último sábado (4), 11 estados brasileiros passaram a ter novos governadores e 10 capitais trocaram de prefeitos. Os então ocupantes dos postos, eleitos em 2022 e 2024, respectivamente, renunciaram a seus mandatos para disputar outros cargos na eleição deste ano, por exigência da lei eleitoral

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O que é a desincompatibilização?

Na prática, significa que quem ocupa um cargo público precisa se afastar da função para poder disputar uma eleição. A regra vale para aqueles que ocupam cargos no Poder Executivo, como prefeitos, governadores, secretários e até servidores públicos. 

Os prazos variam de acordo com o cargo, podendo ser de três, quatro ou até seis meses antes das eleições e o objetivo é evitar o uso da máquina pública em benefício próprio e garantir igualdade na disputa eleitoral.

Quem não cumpre o prazo, pode ter a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral e ser impedido de disputar o pleito. 

Trocas

Quando um governador ou um prefeito deixa seu cargo, o vice eleito na mesma chapa assume o poder e passar a chefia o executivo do estado ou do município. Além disso, ele pode ser candidato a um novo mandato no pleito seguinte. E isso deve acontecer na maioria dos estados. 

Caso o ente, por algum motivo, não possua vice, deve ser observada a linha sucessória para o cargo. Nos estados, assumem o/a presidente da Assembleia Legislativa e, não havendo ou não podendo, o/a presidente do Tribunal de Justiça. Nos municípios, assume o presidente da Câmara Municipal. 

Acre

 Saiu o governador Gladson Cameli (PP) e assumiu a vice  Mailza Assis (PP). 

Fonte: Secom/Gov Acre
Cameli e Mailza | Foto: Secom/Gov Acre

A nova governadora é a segunda mulher a comandar o estado e vai disputar a reeleição em outubro. Já Cameli irá tentar uma vaga no Senado. 

Amazonas

O governador Wilson Lima (União), após afirmar que não deixaria o cargo, renunciou no último dia do prazo. Assim como ele, o vice Tadeu de Souza (PP) também deixou o cargo. 

O presidente da Assembleia Legislativa do Amzonas, Roberto Cidade (União), assumiu o comando do estado. 

Wilson e Roberto | Fonte: Ascom/Gov Amazonas
Wilson e Roberto | Foto: Ascom/Gov Amazonas

Wilson Lima ainda não confirmou se irá disputar o Senado. Já o então vice, Tadeu, vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados. 

Distrito Federal

No DF, Ibaneis Rocha (MDB) passou o comando para a vice Celina Leão (PP).

Ibaneis e Celina | Fonte: Divulgação
Ibaneis e Celina | Foto: Divulgação

Ibaneis disputará o Senado em outubro e Celina, com o apoio do ex-governador, tentará a reeleição. 

Espírito Santo

No Espírito Santo, o então governador Renato Casagrande (PSB), para poder disputar o Senado, deixou o cargo. O vice, Ricardo Ferraço (MDB), assumiu. 

Casagrande e Ferraço | Fonte: Cid Costa/GovernoES
Casagrande e Ferraço | Foto: Cid Costa/GovernoES

Ferraço será o candidato do grupo político de Casagrande à reeleição nas eleições de outubro.

Goiás

Ronaldo Caiado (PSD) passou o comando de Goiás para Daniel Vilela (MDB), então vice-governador. Caiado irá disputar a presidência da república. 

Vilela e Caiado | Fonte: Gov Goipas
Vilela e Caiado | Foto: Gov Goipas

Daniel Vilela irá disputar a reeleição com o apoio de Caiado. 

Mato Grosso

Em Mato Grosso, saiu Mauro Mendes (União) e entrou Otaviano Pivetta (Republicanos), o vice. 

Mauro e Otaviano | Foto: Gov MT
Mauro e Otaviano | Foto: Gov MT

Mauro Mendes tentará uma vaga no Senado. Já Otaviano ainda não confirmou a reeleição. 

Minas Gerais

Já em Minas, Romeu Zema (Novo) deixou a cadeira para o vice Mateus Simões (PSD). 

Zema e Mateus | Foto: Divulgação
Zema e Mateus | Foto: Divulgação

Zema é pré-candidato à presidência da república, mas também cotado para ser candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Simões deve buscar a reeleição com o apoio do ex. 

Pará

Helder Barbalho (MDB), pré-candidato ao Senado, renunciou o cargo de Governador do Pará. Com isso, a vice-governadora Hana Ghassan (MDB) assumiu o comando do estado.

Hana e Helder | Foto: Divulgação
Hana e Helder | Foto: Divulgação

Hana será candidata à reeleição em outubro com apoio do seu grupo político.

Paraíba

O governador João Azevêdo (PSB) deixou oficialmente o cargo e deu lugar ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

Ribeiro e Azevedo | Foto: Secom
Ribeiro e Azevedo | Foto: Secom

Azevedo disputará o Senado e Ribeiro tentará manter o cargo de governador. 

Rio de Janeiro

No Rio, Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo para disputar o Senado um dia antes de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficar inelegível. Com o vice, Thiago Pampolha, já havia deixado o cargo para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e o presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União), o comando do estado foi assumido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Desembargador Ricardo Couto.

Couto e Castro | Foto: Reprodução
Couto e Castro | Foto: Reprodução

Couto tem 30 dias para convocar eleições indiretas. Isso quer dizer que os deputados estaduais devem escolher o novo governador. 

Roraima

Antonio Denarium (Republicanos) renunciou ao cargo de governador para disputar uma vaga no Senado nas eleições. Edilson Damião (União Brasil) assumiu.

Damião e Denarium | Foto: Reprodução
Damião e Denarium | Foto: Reprodução

E os prefeitos?

Os prefeitos de capitais que renunciaram para disputar os governos de seus estados são: 

Eduardo Paes (PSD) - Rio de Janeiro (RJ)

Lorenzo Pazzolini - Vitória (ES)

João Campos (PSB) - Recife (PE)

Eduardo Braide (PSD) - São Luís (MA)

Cícero Lucena (MDB) - João Pessoa (PB)

David Almeida (Avante) - Manaus (AM)

Dr. Furlan (PSD) - Macapá (AP)

Tião Bocalom (PSDB) - Rio Branco (AC)

Arthur Henrique (PL) - Boa Vista (RR)

João Henrique Caldas (PSDB) - Maceió (AL)

Classificação Indicativa: Livre

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