Política
por Daniel Serrano
Publicado em 13/04/2026, às 19h28 - Atualizado às 19h31
O deputado baiano Elmar Nascimento (União Brasil) revelou ter votado contra a cassação dos ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem em dezembro de 2025. A declaração foi dada durante a na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) para a vaga da Câmara dos Deputados no Tribunal de Contas da União (TCU).
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"Nós estamos aceitando muito os outros poderes virem para cima da gente. Enquanto membro da mesa diretora, eu me recusei e votei contra, junto com o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) e o deputado Sérgio Souza (MDB-PR), a cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro e a cassação do mandato do deputado Alexandre Ramagem", afirmou.
De acordo com o deputado baiano, Eduardo e Ramagem "contribuíram muito para o nosso país, de excelente qualidade, e que estavam coagidos a estar aqui presentes". Para Elmar, a ida de ambos nos Estados Unidos "não era por falta de vontade deles, que eles não estavam aqui exercendo mistério, mas foram impelidos a ter que sair do nosso país".
Ramagem e Bolsonaro tiveram seus mandatos cassados em dezembro de 2025. O primeiro pela condenação penal no STF, decorrente do inquérito da trama golpista. O segundo, por abandono de cargo, pelo período em que está nos EUA.
Em solo norte-americano desde setembro do ano passado, Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) para Immigration and Customs Enforcement (ICE).
Elmar ainda que criticou o que considera interferências de outros poderes sobre o Legislativo. “Não dá mais pra gente aceitar como está transitando na nossa Casa”, disse, ao comentar decisões recentes que, segundo ele, impactam diretamente as prerrogativas parlamentares.
Elmar é um dos indicados para a vaga de ministro do TCU aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Na oportunidade, o parlamentar baiano disse que, caso seja eleito ao tribunal, vai dar maior valor ao princípio da presunção de inocência em futuros processos.
"O que menos eu estarei focado é em punir alguém, a gente tem que prevenir. (...) O Ministério Público de Contas é que vai ter que provar que o gestor errou e teve dolo para que ele seja punido, porque as consequências são muito graves, seja na esfera administrativa, seja na esfera penal, seja na esfera eleitoral", disse
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