Política

Em cima do muro: Angelo Coronel ainda não definiu se votará a favor da PEC pelo fim da escala 6x1

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Proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados e segue para análise do Senado  |   Bnews - Divulgação BNEWS / Arquivo
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 28/05/2026, às 12h49



O senador Angelo Coronel (Republicanos) revelou que ainda não sabe se vai votar a favor ou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (28). 

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta (28) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), antes da entrega da Comenda Dois de Julho ao ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), Coronel defendeu que o assunto seja amplamente debatido.

Vou analisar o voto com o nosso partido. Eu já tenho uma tese, eu defendo sempre a negociação entre empregador e empregado, porque eu acho que os dois lados têm que ser contemplados. Você não pode fazer nenhum projeto unilateralmente, porque todos os dois lados têm que ser ouvidos, e até então só foi ouvido um lado. Espero que o Senado venha a ser o peso e o contrapeso para que saia com algo que realmente venha a beneficiar tanto quem emprega, quem gera emprego e também aquele que precisa do emprego para sobreviver”, destacou o senador da Bahia. 

Na ocasião, Angelo Coronel criticou o fato da proposta ter sido apresentada às vésperas das eleições, que serão realizadas em outubro. Na avaliação dele, o timing da análise no Congresso Nacional beneficia diretamente o presidente Lula (PT), que abraçou a ideia e pressionou pela aprovação. 

“O grande problema é que se deixa para fazer uma proposta dessa magnitude faltando 130 dias para as eleições. Não sei por que se passou esse tempo todo e o PT não lembrou de tentar reduzir essa escala para 5x2. É um tema polêmico e vai ser discutido ouvindo todos os segmentos. Não se pode simplesmente querer usar a população trabalhadora para reverter isso em voto. Isso não cola mais não. Essa prática é prática já fora de moda”, pontuou. 

Os outros dois membros da bancada baiana no Senado são favoráveis à redução na jornada de trabalho. Tanto o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), quando o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD), já anunciaram voto a favor da medida.

Aprovação

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que pede o fim da escala 6x1. A matéria foi apreciada em Plenário na noite desta quarta-feira (27) em dois turnos. No primeiro foram 472 votos a favor, 22 contra, 18 deputados ausentes e houve 1 obstrução. 

A votação em segundo turno manteve a aprovação com 461 votos a favor, 19 contra e com este resultado o projeto segue para o Senado, onde também deve tramitar em comissões antes de chegar ao Plenário.

O texto prevê que a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a aprovação. A proposta também prevê a carga horária chegará ao máximo de 40 horas em até um ano.

Classificação Indicativa: Livre

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