Política

Em encontro do Mercosul, Lula defende cooperação sul-americana contra o crime organizado

Ricardo Stuckert / PR
Presidente ainda defendeu que haja regulação dos ambientes digitais para o combate ao crime  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 20/12/2025, às 14h29



Durante a Cúpula do Mercosul, neste sábado (20), em Foz do Iguaçu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que os países membro do bloco priorizem o enfrentamento ao crime organizado na região. O bloco é formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Ele citou que o enfraquecimento das instituições democráticas é um dos problemas que abre caminho para atividades ilícitas. O presidente também citou uma série de ações em curso entre os países sul-americanos.

"A segurança pública é um direito do cidadão e um dever do Estado, independentemente de ideologia. O Mercosul demonstrou disposição de enfrentar as redes criminosas de forma conjunta. Há mais de uma década, criamos uma instância de autoridades especializadas em políticas contra as drogas. Neste semestre, assinamos um acordo contra o tráfico de pessoas. Criamos uma comissão para implementar uma estratégia comum contra o crime organizado transnacional. Instituímos um grupo de trabalho especializado sobre recuperação de ativos, a fim de asfixiar as fontes de financiamento de atividades ilícitas", disse.

Lula ainda defendeu que haja regulação dos ambientes digitais para o combate ao crime e anunciou uma reunião internacional com ministros da área de segurança para debater o assunto.

"Concordamos que a internet não é um território sem lei e adotamos medidas para proteger crianças e adolescentes e dados pessoais em ambientes digitais. A liberdade é a primeira vítima de um mundo sem regras. Mas essa é uma luta que vai além do Mercosul. Não existe hoje, em funcionamento, uma instância de abrangência sul-americana dedicada a esse problema. Por isso, em consulta com o Uruguai, o Brasil pretende propor a convocação de uma reunião de ministros da Justiça e de Segurança Pública do Consenso de Brasília para discutir como fortalecer a cooperação sul-americana no combate ao crime organizado", afirmou.

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