Política

Em posse como ministro, Boulos pede um minuto de silêncio por mortos em operação no Rio

Valter Campanato / Agência Brasil
Deputado federal foi nomeado como ministro da Secretaria-Geral da Presidência  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato / Agência Brasil
Redação

por Redação

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Publicado em 30/10/2025, às 13h32



Durante a cerimônia de posse como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência na quarta-feira (29), no Palácio do Planalto, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) pediu “um minuto de silêncio” para as vítimas da megaoperação do Rio de Janeiro que deixou mais de 130 mortos na última terça-feira (28), segundo a Defensoria Pública do Rio.

Em discurso, Boulos atribuiu que a “cabeça do crime organizado”, muitas vezes, está no centro financeiro do país. “Tenho orgulho de fazer parte do governo de um presidente que sabe que a cabeça do crime organizado neste país não está no barraco. Muitas vezes, está na lavagem de dinheiro na Faria Lima”, apontou.

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A fala de Boulos faz referência à Operação Carbono Oculto, realizada em agosto deste ano, e que desvendou uma série de ações criminosas de movimentação e ocultação de capital na Avenida Faria Lima, famosa avenida de São Paulo que sedia as mais importantes instituições financeiras do país.

Boulos substitui o ex-deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que estava no cargo desde o começo do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023. A troca foi anunciada no dia 20 de outubro.

A escolha de Boulos visa melhorar a relação com os movimentos sociais, já de olho na eleição presidencial de 2026. O novo ministro é um dos principais nomes da esquerda no país e político de maior força eleitoral do PSOL. Paulistano, o novo ministro construiu sua carreira como uma das principais lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

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