Política

Em Salvador, Flávio Dino ironiza ameaças: “Rocambole do céu”

Paulo M. Azevedo / BNews
O ministro do STF compartilhou histórias engraçadas sobre as ameaças que recebe e como sua família reage a elas.  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo / BNews

Publicado em 22/08/2025, às 12h24 - Atualizado às 12h48   Daniel Serrano e Matheus Simoni



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, esteve em Salvador nesta sexta-feira (22) para receber o Título de Cidadão Baiano. A honraria foi entregue durante o III Seminário Internacional de Controle Externo, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).

Em discurso, Dino ironizou as ameaças que vem recebendo e comentou como sua família lida com a situação. O ministro relatou que recebe ligações da mãe, preocupada com as declarações feitas contra ele.

"E ela fica no controle remoto e, às vezes, coloca em canais exóticos. Aí liga e diz: 'Meu filho, estão falando tanta coisa ruim de você'. Eu respondo: 'Mamãe, troca de canal. Esses aí não têm solução'", contou, em tom bem-humorado.

Dino também citou uma carta em que foi chamado de “rocambole do inferno”. Segundo ele, a esposa tratou o episódio com leveza.

"Outro dia recebi uma carta gentil de um cidadão que dizia: 'Flávio Dino, você é um rocambole do inferno'. Minha esposa me recebeu em casa com um rocambole maravilhoso e um cartãozinho escrito: 'Você é o rocambole do céu'", brincou.

O ministro destacou ainda que não foi eleito para o STF, já que a escolha dos integrantes da Corte segue critérios constitucionais. No entanto, lembrou que teve trajetória política antes de assumir a cadeira no Supremo.

"Outro dia um comentarista disse: 'Esse Flávio Dino nunca teve um voto'. Eu digo: 'Opa, irmão! Não me ofenda'. Ganhei duas eleições para governador do Maranhão, ambas em primeiro turno, e fui o senador mais votado da história do estado. Então, por esse critério, não", afirmou.

Ele explicou que a escolha para o Supremo, assim como para os tribunais de contas, não se dá pelo voto direto, mas pelo processo institucional.

"É claro que o comentarista se referia à função do Supremo. O sistema institucional, e aqui incluo os tribunais de contas, tem outro tipo de legitimação. Não é a delegação direta da soberania popular, mas a derivada do sistema constitucional, em que os poderes eleitos, Executivo e Legislativo, interagem para definir a composição do Supremo, do Tribunal de Contas da Bahia e de outros órgãos. Essa é a legitimação", concluiu.

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