Política
por Matheus Simoni e Carolina Papa
Publicado em 16/02/2026, às 13h57 - Atualizado às 13h59
A ministra das Mulheres do governo Lula, Márcia Lopes, esteve em Salvador nesta segunda-feira (16) para uma agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e à valorização do cuidado com as mulheres trabalhadoras.
Na capital baiana, Márcia Lopes conheceu de perto o projeto “Cuidar de Quem Cuida”, no Palácio da Aclamação, no Campo Grande. A presença da titular da pasta na cidade ocorre em meio à mobilização nacional da campanha “Se Liga ou Eu Ligo 180”, que busca ampliar a conscientização, especialmente entre os homens, sobre a responsabilidade no combate à violência contra as mulheres.
“O presidente Lula agora, junto com o governador Jerônimo, junto com todas as autoridades homens, inclusive fizemos um pacto com os três Poderes, Judiciário, Legislativo e Executivo, é justamente para isso, para a gente chamar atenção e cada vez mais tentar entender quais estratégias nós temos que tomar”, disse.
“Enquanto a gente passa um dia, passa outro, uma mulher é morta. Nós temos que acabar com isso, temos que pôr um basta nisso. Não é só feminicídio, é estupro, é violência digital, é violência política de gênero, é violência patrimonial, violência psicológica, violência doméstica em todos os níveis, como mostra muito bem a Lei Maria da Penha. Feminicídio zero, nós estamos intensamente nessa campanha”, acrescentou.
Em entrevista ao BNews, Márcia Lopes classificou como “grande sacado” a criação do espaço Cuidar de Quem Cuida, iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Bahia.
O local oferece serviços gratuitos como alimentação, banho, massagem, maquiagem, cuidados com o cabelo, práticas integrativas, escuta terapêutica e atendimento psicológico, além de sala de descanso para as trabalhadoras que enfrentam jornadas exaustivas durante a festa.
“Eu já vim várias vezes aqui em Salvador, mas não conhecia esse projeto especificamente, que ocorre pelo terceiro ano no período de Carnaval. É uma grande sacada. As mulheres entram e têm a possibilidade de receber apoio de várias áreas. Elas se sentem incrivelmente respeitadas. Isso muda", destacou.
“A gente deveria fazer um grande esforço para transformar isso em um serviço público permanente, porque é disso que as mulheres precisam: apoio, orientação, valorização e cuidado”, complementou.
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